Sindcine e sindicato patronal (Siaesp) estão em negociações coletivas. O Sindcine representa os Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Distrito Federal. Data-base é 1º de maio.
Além das demandas econômicas, um pleito forte na negociação deste ano é quanto à segurança no trabalho. Os profissionais reclamam de acidentes, falta de equipamentos de proteção coletiva e individual, excesso de jornada e pressão.
A morte de um técnico no Rio de Janeiro, dia 14 de junho, que trabalhava em altitude, em condições totalmente inseguras, acendeu o estopim da revolta entre os trabalhadores.
O Sindcine reuniu os chamados “Chefes da Elétrica” e, a partir desse encontro na sede da entidade, se decidiu por uma série de iniciativas.
Uma delas é o abaixo-assinado nacional, que vem obtendo grande número de adesões (APOIE ESTE MANIFESTO COM SUA ASSINATURA) – que pode ser acessado no site do SINDCINE e nas redes sociais de entidade do setor.
Outra iniciativa ocorre no âmbito das negociações coletivas, informa Sonia Santana, que preside o Sindcine. Ela diz: “Queremos segurança nos sets. Uma das reivindicações é que as produtoras mantenham um técnico, um engenheiro ou um médico de segurança junto ao set, para ajudar na segurança ou atender eventuais intercorrências”.
De acordo com a sindicalista, a alegação das produtoras é sempre o problema da elevação nos custos. Mas o Item I do Manifesto preconiza: “Toda produção deve prever, desde o orçamento, rubrica própria e obrigatória de saúde e segurança do trabalho – não como sobra, mas como linha inegociável”. Ou seja, o custo com a segurança deve ser parte integrante do orçamento do filme ou peça publicitária a ser produzida.
“Queremos ter uma verba especifica na produção”, afirma Sonia.
Advogado – O dr. Marcelo de Campos Mendes Pereira, do Sindcine, insiste na necessidade de um profissional de segurança nos locais de filmagem. Ele diz: “Desde a preparação da produção até os momentos finais dos trabalhos, é preciso que um técnico do trabalho, engenheiro ou mesmo médico esteja presente”. Para o dr. Marcelo, esta é uma reivindicação forte nas atuais negociações coletivas.
MAIS – Site do Sindcine – Telefone (11) 5539.0955 ou 5575.8085 – faleconosco@sindcine.com.br – Distrito Federal – SCS, Qd. 04, Bloco A – 209, conjunto 304, Brasília. Telefones (61) 3045. 6188 e (61) 3064. 4188









