Domingo, dia 30, o presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Adilson Araújo, foi um dos líderes sindicais presentes na manifestação em frente ao Masp, Avenida Paulista, São Paulo. Ele voltou a defender a centralidade do trabalho dentro de um projeto nacional de desenvolvimento.
Na sexta, dia 28, a Agência Sindical havia entrevistado o dirigente cetebista, que, então, estava empenhado em ajudar na realização de atos fortes dois dias depois, no domingo.
Adilson comentou acerca da abordagem do tema fim da escala 6×1 e jornada de 40 horas semanais, conforme a PEC 221, que está para ser votada no Senado, após votação consgradora na Câmara Federal.
Para o dirigente, o movimento sindical “deve falar prioritariamente com os trabalhadores, mobilizando nos locais de trabalho”. Mas, argumentava, “o sindicalismo deve dialogar também com outros segmentos da população, mostrando que nossa reivindicação ajudará a melhorar os ambientes de trabalho, reduzir as doenças e elevar a produtividade”. Ou seja, dizia: “É uma reivindicação que tem origem sindical, mas interessa a amplos setores da população”.
A semana, iniciada com atos nas Capitais, domingo, promete ser de muita mobilização e articulação a favor da PEC 221. Nesta segunda (1º), os dirigentes das Centrais retomam as visitas aos gabinetes dos senadores. Adilson adiantou à Agência Sindical: “Vamos ter reunião com presidente da CCJ, lideranças dos partidos e buscar intensificar o diálogo com o Parlamento, como fizemos na Câmara Federal, pra que possamos obter aprovação com maioria no Senado”.
Segunda – Afora o diálogo em Brasília, com os senadores, o sindicalismo mantém o pé no acelerador. Nesta segunda, a panfletagem em São Paulo começou às 6 da manhã, em estações de trens e metrô e também em terminais de ônibus. “O panfleto traz o CR CODE dos três senadores pelo Estado de São Paulo, pra que as pessoas peçam voto a favor da PEC”, informou João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical.
Juruna considerou positivos os atos desse domingo. Ele avalia: “No Masp, em plena manhã de domingo, tivemos a participação de um grande número de Sindicatos, de diversas categorias e de várias parte do Estado”.
Mundo – Quanto ao presidente da CTB, ele cita exemplos bem sucedidos em países que reduziram a jornada. “Ante o avanço tecnológico e de métodos de trabalho, países como a França reduziram a jornada, com aumento na produtividade e ganho para as próprias empresas, que se readaptaram, gerando melhorias efetivas na saúde dos trabalhadores, na remuneração e também mais motivação a quem ali trabalha”.
Apoios – Adilson Araújo valoriza a mobilização popular. E relembra a grande manifestação em Brasília, dia 15 de abril, quando mais de 20 mil pessoas reivindicaram fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas semanais. “Mais de 70% dos brasileiros demonstram apoio a essas bandeiras. Isso é importante, mas não dispensa que façamos a pressão necessária”, ele diz.
História – O presidente da CTB faz questão de ressaltar a atualidade das duas reivindicações na PEC 221. Ele afirma: “A redução da jornada e a conquista de mais tempo livre estão na raiz das lutas sindicais e o exemplo disso é a greve de Chicago em 1886, que deu origem ao 1º de Maio. Nossa luta é também contra o trabalho precarizado, que afeta diretamente as condições de vida dos trabalhadores e das famílias”.
Para Adilson Araújo, “não há contradição entre pressionar nas ruas e articular no Congresso Nacional, porque os dois movimentos são oportunos de democráticos”.
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