O ano recém-encerrado foi bom para os brasileiros. “Todos os indicadores econômicos se mostraram robustos. Desemprego em baixa, salário em alta, inflação sob controle, abertura de novos mercados para produtos brasileiros”, vai listando Ricardo Patah, líder dos Comerciários de São Paulo e presidente nacional da UGT – União Geral dos Trabalhadores.
Comerciário com formação em Direito e experiente também como juiz classista no TRT-SP, Ricardo Patah valoriza a preservação do Estado de Direito. Ele afirma: “Democracia e soberania são cruciais para a sociedade, o Estado e a Nação. O sindicalismo lutou para preservar as conquistas democráticas. Não foi fácil, mas o saldo nos é favorável”.
IR – O dirigente ugetista também está otimista quanto aos efeitos da isenção total no Imposto de Renda pra quem ganha até R$ 5 mil. Ele argumenta: “Evidentemente que representará aumento na renda familiar. Boa parte do excedente irá para o consumo, incrementando vendas, beneficiando o comércio. Os comissionistas do nosso setor serão favorecidos”.
Patah lembra que a isenção do IR era antiga bandeira sindical, integrando a Pauta Unitária aprovada na Conclat 2022. “Lula foi coerente e nos atendeu, ajudando a elevar a renda dos trabalhadores, a partir deste mês de janeiro. É também uma forma de justiça fiscal, ainda que moderada”, comenta.
O dirigente observa que o ano passado vivenciou o agravamento de conflitos internacionais. Mas, para Ricardo Patah, o governo brasileiro reagiu com agilidade, diálogo e diplomacia. “Tanto assim que não fomos tão afetados pela tarifa de 40% imposta por Donald Trump a nossos produtos de exportação”, comenta.
Eleições – Para Ricardo Patah, ano eleitoral é período de complicações em várias frentes, mas ressalta que as condições gerais do País são favoráveis. Ele vê em Lula o candidato ideal pra dar sequência a um projeto nacional desenvolvimentista, com democracia e inclusão social.
Metas – Quanto às bandeiras sindicais e trabalhistas para 2026, Ricardo Patah relaciona o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho, além da luta geral pela redução da taxa básica de juros – Selic está em 15% ao ano, o que encarece o crédito, beneficia o setor financeiro e desestimula o setor produtivo”.









