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quinta-feira, 14/05/2026

Líder do Sindcine destaca força do cinema

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O Podcast dos Comerciários de SP recebeu na manhã da segunda (13) Sonia Santana, presidente do Sindicato dos Técnicos Cinematográficos, Sindcine. No videocast, veiculado no Canal TV Comerciária, a dirigente valorizou o cinema nacional, destacou a qualidade dos técnicos e externou sua alegria com o êxito do filme “Ainda estou aqui”.

Durante a exibição, Ricardo Patah, que também preside a UGT, reafirmou o compromisso da Central com a luta pra garantir na Ancine espaço e assento aos representantes dos trabalhadores no audiovisual.

Qualidade – Quanto ao filme, de Walter Salles Júnior, a dirigente elogia “o talento e a sensibilidade” do diretor. Outro aspecto observado por Sonia Santana é a capacidade dos atores e atrizes brasileiros. Ela diz: “Aqui, eles atuam no teatro, na TV, no cinema e em outros espaços. Isso mostra a incrível versatilidade desses profissionais”.

Sonia chama atenção para o caráter coletivo da produção cinematográfica e ressalta, também, a capacidade de gerar trabalho e renda. “Há um longo caminho entre a concepção do projeto, o roteiro, a pré-produção, os figurinos, os efeitos, a recriação de época, a encenação, a escolha do equipamento adequado até a exibição na tela”, explica a dirigente, experiente na área de produção.

Em que pese o sucesso local e mundial do “Ainda estou aqui”, a presidente do Sindicato não se esquece de problemas que afetam a categoria. Ela afirma: “Uma questão grave é o excesso de jornada, que leva ao esgotamento físico e mental”. Essa bandeira tem sido empunhada em âmbito mundial por entidades de classe e outras organizações do audiovisual.

Ainda em relação ao filme dirigido por Walter Salles, a dirigente elogia “o resgate da história e a oportunidade de mostrar ao público, especialmente à juventude, o que é uma ditadura”. Para Sonia Santana, “o filme também é um instrumento de reafirmação da cultura e da própria democracia”.

Ao final, o presidente da UGT, Ricardo Patah, lamentou que “o vale-cultura, lançado quando Marta Suplicy era ministra, não tenha saído do papel”. Fã de cinema e leitor voraz, Patah defende a cultura e os incentivos. A propósito, o filme “Ainda estou aqui” não utilizou recursos da Lei Rouanet, que é de 1991. O que há é uma onda de fake news urdida pela extrema direita.

MAIS – Sites do Sindcine, Comerciários de São Paulo e Ministério da Cultura. Telefones (11) 5539.0955/5575.8085. DF (61) 3045.6188/3064.4188.

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