Mau exemplo da JBS – por Artur Bueno

Data:

Compartilhe:

O setor de frigorífico no Brasil, como um todo, está longe de proporcionar condições ideais de trabalho, com política de valorização e investimentos na mão-de-obra penosa que os trabalhadores exercem. E a JBS vem se firmando como campeã em descumprimento das obrigações para com os trabalhadores, com referência a leis ou a normas regulamentadoras.

A política praticada pela JBS é a de não optar pelo caminho do diálogo, seja com as entidades que representam os trabalhadores ou nos termos de ajustes de conduta (TAC), com o Ministério Público do Trabalho. Sua opção tem sido o caminho da Justiça do Trabalho.

Esse procedimento nos leva a crer que o único e exclusivo objetivo da diretoria da JBS é o lucro a qualquer custo. E, provavelmente, a sua matemática revela que economicamente o descumprimento das obrigações compensa.

A quantidade de autuação que tem ocorrido nos frigoríficos por descumprimento de obrigações é alarmante. Já o lucro exorbitante, declarado pela JBS, em plena pandemia, é de chamar atenção inclusive dos investidores.

A última ação contra a JBS, pelo menos que se saiba, é ação a civil pública civil 0000846-86-2017-5-230056, ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho, julgado pelo poder judiciário, a Justiça do Trabalho de Diamantino, em Mato Grosso.

A empresa foi condenada em 1ª Instância a pagar o montante de R$ 1.000.000,00 (um milhão de Reais) de indenização por danos morais coletivos.

Chamam atenção as menções de descumprimento dos dispositivos da NR-36, apontada pelo MPT, que mostra evidente interesse de flexibilidade à referida Norma e do Artigo 253 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) por parte do grupo JBS.

Estamos cada vez mais firmes na convicção de que neste momento nossa luta é pela manutenção da NR-36 do setor de frigorífico e do Artigo 253 da CLT. Seguiremos firmes nesse propósito.

Acesse AQUI cópia da referida sentença.

Saudações sindicais.

Site – www.cntaafins.org.br

Conteúdo Relacionado

Eleições, Joio e Trigo – Eusébio Luis Pinto Neto

Na democracia, o cidadão é livre pra escolher seu partido, seu candidato, sua corrente ideológica. Essa liberdade é sagrada e deve ser respeitada por...

Churchill votaria pela jornada de 40 horas. E a direita brasileira? – Marcos Verlaine

O liberal-conservador britânico defendia o Estado na proteção do trabalho e do bem-estar. Posição distante do neoliberalismo que domina grande parte da direita brasileira.Se...

Se a CLT não cabe no bolso, o problema não é o jovem – Marcos Verlaine

Para reconquistar a juventude, a CLT precisa oferecer renda, direitos, perspectiva e flexibilidade, sem transformar precarização em liberdade nem proteção em privilégio.No artigo “Quando a...

Três categorias – João Guilherme Vargas Netto

Quero escrever sobre três categorias de trabalhadores - comerciários, bancários e metalúrgicos do setor automotivo - grandes e presentes em todo o Brasil, com...

E-mail Whatsapp Telegram Google News Trabalho A crise é da empresa; a conta não pode ser só do trabalhador – Lourival Figueiredo Melo

Quando uma grande empresa entra em crise, uma pergunta quase nunca aparece nos balanços: quem vai pagar a conta?O caso das Casas Bahia colocou...