Os médicos residentes da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, que atuam no Hospital São Paulo (HSP), estão em greve desde terça, 9, por não ter condições de atender à população. De acordo com os profissionais, faltam insumos básicos como luvas, seringas e gazes.

Até o momento, os 100 residentes da clínica médica estão de braços cruzados, após decisão em assembleia. A partir desta sexta, 12, os demais profissionais do HSP vão aderir à paralisação. De acordo com o Sindicato dos Médicos (Simesp), que acompanha e apoia a mobilização desde o início, 30% da equipe ficará de plantão para atendimentos de urgência e emergência.

Insatisfação – O presidente do Simesp, dr. Victor Dourado, explica que os médicos estão insatisfeitos há algum tempo. Ele diz: “No início de 2020 estava sendo discutida uma greve, mas foi adiada. Veio a pandemia e quase estourou uma outra paralisação no Hospital das Clínicas. Ao invés de a direção contratar médicos específicos para o combate da Covid-19, quase todos os residentes foram deslocados de suas especialidades para combater na linha de frente, pois a mão de obra era mais baixa”.

Assédio – Victor afirma que os profissionais têm sobrecarga de trabalho e remuneração baixa. “Reajustaram o recolhimento do FGTS, a contribuição para a Previdência aumentou. Mas o reajuste da bolsa não ocorre há mais de cinco anos”, alerta.

Mobilização – O presidente do Simesp conta que a entidade tem aproximação muito grande com os residentes e acompanha de perto essa mobilização do Hospital São Paulo. “Na sexta, estamos combinando de ir pra lá, apoiar e reivindicar junto dos profissionais”, conclui.

Mais – Acesse o site do Sindicato dos Médicos de SP.

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