Memória e história

Data:

Compartilhe:

A luta secular dos trabalhadores tem seus heróis, os combatentes, os ativistas, os sacrificados, os mortos, que não podem ser esquecidos e devem ser guardados pela memória na história.

Aqui em São Paulo o Dia da Luta Operária, comemorado no 9 de julho, tem este papel.

Foi instituído pela lei municipal 16.634, de 2017, de autoria do vereador Antonio Donato (PT), cem anos depois da greve geral de 1917, quando foi martirizado o operário anarquista José Martinez, fuzilado e morto. A repressão selvagem não poupou uma centena de grevistas, homenageados todos na memória do ativista sindical.

A escolha da data é também um contraponto às comemorações da intentona separatista de 1932, ícone da burguesia paulista e paulistana.

Reverencio dois grandes motivadores das comemorações, José Luiz Del Roio e Carolina Maria Ruy, incansáveis, sem esquecer todos os outros, abnegados.

A cada ano são homenageados dois lutadores do movimento sindical – um homem e uma mulher – e reverencia-se a memória dos já falecidos.

Este ano os homenageados foram a companheira Clara Ant e eu mesmo e os falecidos José Calixto Ramos e Wagner Gomes, perante suas famílias.

Não pude comparecer à manifestação que aconteceu no Brás, em uma antiga fábrica restaurada e o companheiro Geraldino dos Santos recebeu por mim o busto de José Martinez, troféu que é obra do escultor Enio Squeff e do fundidor Luciano Mendes, além da placa comemorativa.

Confesso-me vaidoso pela homenagem e pretendo continuar vivo e lutando pelos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, pela relevância do movimento sindical e pela democracia.

Clique aqui e leia mais artigos de João Guilherme Vargas Netto.

João Guilherme
João Guilherme
Consultor sindical e membro do Diap. E-mail joguvane@uol.co.br

Conteúdo Relacionado

Eleições, Joio e Trigo – Eusébio Luis Pinto Neto

Na democracia, o cidadão é livre pra escolher seu partido, seu candidato, sua corrente ideológica. Essa liberdade é sagrada e deve ser respeitada por...

Churchill votaria pela jornada de 40 horas. E a direita brasileira? – Marcos Verlaine

O liberal-conservador britânico defendia o Estado na proteção do trabalho e do bem-estar. Posição distante do neoliberalismo que domina grande parte da direita brasileira.Se...

Se a CLT não cabe no bolso, o problema não é o jovem – Marcos Verlaine

Para reconquistar a juventude, a CLT precisa oferecer renda, direitos, perspectiva e flexibilidade, sem transformar precarização em liberdade nem proteção em privilégio.No artigo “Quando a...

Três categorias – João Guilherme Vargas Netto

Quero escrever sobre três categorias de trabalhadores - comerciários, bancários e metalúrgicos do setor automotivo - grandes e presentes em todo o Brasil, com...

E-mail Whatsapp Telegram Google News Trabalho A crise é da empresa; a conta não pode ser só do trabalhador – Lourival Figueiredo Melo

Quando uma grande empresa entra em crise, uma pergunta quase nunca aparece nos balanços: quem vai pagar a conta?O caso das Casas Bahia colocou...