Metroviários de SP fazem greve contra retirada de direitos

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Cerca de 90% dos metroviários de São Paulo, que participaram da assembleia virtual da categoria na quinta (25), aprovaram paralisação da categoria a partir de 1º de julho. O motivo é a tentativa da direção do Metrô de retirar direitos históricos da categoria.

Em meio à pandemia de Covid 19,que afeta diretamente os trabalhadores, cuja maior preocupação é para preservar vidas, a empresa propõe reduzir o valor das horas extras de 100% para 50%, diminuir de 50% para 20% o adicional noturno, acabar com o adicional de risco de vida, com o auxílio-transporte, a complementação salarial para afastados por auxílio-doença e acidente de trabalho, entre outros benefícios.

“O pacote de maldades é ainda maior com a nossa categoria, porque somos essenciais neste momento de pandemia. Eles se aproveitaram da crise para arrancar vários direitos conquistados há muitos anos, mas já mostramos nossa força nesta assembleia”, afirma Marcos Freire, diretor do Sindicato dos Metroviários.

A assembleia on-line ficou acessível para a categoria das 18 horas do dia 24 até a zero hora do dia 25, com a participação de 2.505 trabalhadores e trabalhadoras.

90,42% votaram sim para a greve contra a retirada de direitos, 6,83% disseram não e 2,75% se abstiveram.

Segundo Marcos Freire, o governo e a empresa nem quiseram ouvir o Sindicato para debater a proposta, alegando como justificativa de que a companhia está em dificuldade financeira e apenas 1/3 do comércio instalado nas estações do metrô está aberto.

Negociação – Uma rodada de negociação está marcada para quarta (1º), entre o Sindicato e a direção do Metrô.

Responsabilidade – “A gente não quer parar e deixar a população na mão. Estamos esperando que o governo se sensibilize e mantenha o nosso acordo como reconhecimento da essencialidade do nosso serviço neste momento tão difícil que estamos passando”, diz Marcos.

De acordo com o dirigente , o Metrô se nega a informar os casos e contaminação pela Covid-19 na categoria. Também não quer negociar nenhuma medida de proteção com o Sindicato e diz que só o departamento médico da companhia é responsável por isto.

Mais – Acesse o site Metroviários de SP.

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