Ministério do Trabalho para patrões

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Bolsonaro começou a atacar os trabalhadores logo após a sua posse, em 2019, e extinguiu o Ministério do Trabalho (MTE).

Bolsonaro é um desastre. É o pior presidente da história do Brasil, encheu o governo de amigos despreparados, provocou caos e mortes na saúde, no meio ambiente e entre os trabalhadores, o desemprego bate recordes, nossa educação está em frangalhos e, agora, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado nos revela os escândalos de corrupção no Ministério da Saúde.

Mesmo antes do Coronavírus chegar ao Brasil, Bolsonaro já atuava para desmontar os sindicatos, fechando qualquer possibilidade de diálogo e todas as formas de financiamento das entidades que representam os trabalhadores, com o objetivo de nos calar, para que fosse mais facilmente implantado o plano de Paulo Guedes, de retirada de direitos e transformação do Brasil em um país de subempregos e de gente que trabalha sem parar, sem férias, sem descanso, apenas dando lucro para os patrões estrangeiros.

Bolsonaro começou a atacar os trabalhadores logo após a sua posse, em 2019, e extinguiu o Ministério do Trabalho (MTE). Pela primeira vez desde 1930, o país deixou de ter um ministério com foco no Trabalho. Esse fechamento representou a importância que Bolsonaro dá aos trabalhadores brasileiros, ou seja, nenhuma.

Com raríssimas exceções, os representantes dos trabalhadores têm sido tratados da pior forma possível pelo governo. Nós não somos ouvidos, recebidos, consultados para nada.

Isso incentivou alguns péssimos patrões a não negociarem reajustes, nos deixando a opção de bater na porta do Judiciário. Essa onda já tinha sido iniciada no desgoverno de Temer, que prometeu que a reforma trabalhista geraria empregos. E houve quem acreditou nisso, assim como teve gente que acreditou que a Reforma da Previdência, que de forma cruel arrancou direitos de idosos, também traria novos postos de trabalho. Mais uma vez venderam terrenos na Lua e houve quem acreditasse que eles existiam.

Agora, com a popularidade despencando e enfrentando denúncias de todos os lados, Bolsonaro recria o Ministério do Trabalho. Entretanto, a intenção do presidente não é dar atenção aos trabalhadores. O objetivo é salvar a pele dele, abrindo mais espaço para o seu grupo político formado por militares e parlamentares dos partidos do centrão.

O escolhido para chefiar o novo Ministério do Trabalho é Onyx Lorenzoni, alguém que não tem nenhuma relação com a história trabalhista do Brasil. Fica fácil prever que a voz dos trabalhadores continuará a ser ignorada e que os patrões avançarão ainda mais sobre os nossos direitos, mas enfrentarão resistência. Se lideramos um sindicato forte como o dos comerciários, é porque já passamos por toda a espécie de gente ruim e vencemos.

Venceremos novamente, mas para isso precisamos do apoio e da força dos comerciários, da participação, da associação e da luta. Vamos em frente.

Acesse – www.comerciariosdeguarulhos.org.br

Clique aqui e leia mais opiniões de Walter dos Santos

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