23.4 C
São Paulo
quinta-feira, 5/03/2026

Movimento sindical reforça solidariedade e mobiliza apoio a mais vulneráveis

Data:

Compartilhe:

Apesar do esforço da sociedade pra conter o avanço do coronavírus, o governo Bolsonaro adota a estratégia de agravar o caos e o sofrimento da população trabalhadora. O dinheiro aos mais necessitados não chega a quem precisa. Desde fevereiro, foram abertos R$ 220 bilhões de dotações orçamentárias para programas emergenciais. Porém, até semana passada só R$ 24 bilhões tinham efetivamente sido pagos pelo governo.

Pra amenizar a situação dos trabalhadores e suas famílias, em isolamento a fim de evitar a Covid-19, o sindicalismo se mobiliza – mesmo tendo que enfrentar os ataques do governo à organização sindical. Várias entidades arrecadam alimentos e produtos de limpeza, que são encaminhados a comunidades carentes e entidades beneficentes. Metalúrgicos, Professores, Bancários e Comerciários são algumas das entidades engajadas nessa luta solidária.

Metalúrgicos – Os Sindicatos em São Paulo, Guarulhos e São José dos Campos, entre outros, desenvolvem campanhas em suas bases. Recebem doações de roupas, alimentos não-perecíveis e produtos de limpeza e higiene. Pedro Pereira da Silva (Zóião), secretário-geral dos Metalúrgicos de Guarulhos, explica: “Nossa ideia é fazer a distribuição o quanto antes. Por isso, contamos com a ajuda da população e das empresas”. Em São José dos Campos, o Sindicato já entregou cestas básicas a famílias do bairro Pinheirinho dos Palmares e da ocupação Coração Valente, em Jacareí.

Comerciários – Os Comerciários de São Paulo conseguiram com o grupo Pão de Açúcar dez toneladas de alimentos, a serem distribuídos no bairro de Rio Pequeno, Zona Oeste da Capital. “A ideia é conseguir doações de mais empresas, do ramo de supermercados ou de outros setores”, conta Ricardo Patah, presidente da UGT e do Sindicato.

Bancários – Sindicatos em São Paulo e ABC estão nessa ação solidária. Na Capital, a primeira doação foi entregue ao Arsenal da Esperança, que acolhe diariamente 1,2 mil pessoas em situação de rua. Ernesto Izume, dirigente do Sindicato de SP, explica que a população de rua é a mais afetada – há mais de 25 mil pessoas nessa situação. “Eles já passam por dificuldades, sem ter o que comer no dia a dia, o que se agrava com a pandemia”, diz.

Papel social – O metalúrgico Miguel Torres, presidente da Força Sindical, explica que o sindicalismo está preocupado com a população. Ele comenta: “Conseguimos aprovar no Congresso a renda emergencial. Mas esse dinheiro infelizmente ainda não chegou a quem mais precisa. E quem tem fome tem pressa. Por isso, lançamos campanha nacional a fim de arrecadar doações”.  Miguel completa: “Orientamos que todas as entidades façam o mesmo. O Sindicato pode ajudar a fazer chegar o alimento à casa dos companheiros necessitados”.

Conteúdo Relacionado

Condutores de São Paulo vão às urnas

As eleições no SindMotoristas de SP costumam ser muito disputadas. Quatro chapas vão concorrer ao pleito dias 10 e 11 de março.A chapa que...

Janeiro registra 4.319 empregos-dia

Os empregos crescem no Brasil. Janeiro abriu mais 112.334 vagas com Carteira assinada. Dados do Novo Caged, divulgados terça (3) pelo Ministério do Trabalho...

Projeto emprega mulheres agredidas

O Sindicato dos Comerciários de SP e o Instituto Mulheres do Grajaú realizaram dia 25 de fevereiro importante ação de intermediação de mão de...

Metalúrgicos pregam voto consciente

Jornada de 40 horas semanais, fim da escala 6x1, igualdade salarial entre homens e mulheres. Tudo isso é importante para a classe trabalhadora. E...

Metalúrgicos querem Congresso progressista

Sábado, 28, aconteceu a posse oficial e festiva na Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo. Empossados 36 diretores. A entidade tem 54...