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quinta-feira, 5/02/2026

Movimento sindical reforça solidariedade e mobiliza apoio a mais vulneráveis

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Apesar do esforço da sociedade pra conter o avanço do coronavírus, o governo Bolsonaro adota a estratégia de agravar o caos e o sofrimento da população trabalhadora. O dinheiro aos mais necessitados não chega a quem precisa. Desde fevereiro, foram abertos R$ 220 bilhões de dotações orçamentárias para programas emergenciais. Porém, até semana passada só R$ 24 bilhões tinham efetivamente sido pagos pelo governo.

Pra amenizar a situação dos trabalhadores e suas famílias, em isolamento a fim de evitar a Covid-19, o sindicalismo se mobiliza – mesmo tendo que enfrentar os ataques do governo à organização sindical. Várias entidades arrecadam alimentos e produtos de limpeza, que são encaminhados a comunidades carentes e entidades beneficentes. Metalúrgicos, Professores, Bancários e Comerciários são algumas das entidades engajadas nessa luta solidária.

Metalúrgicos – Os Sindicatos em São Paulo, Guarulhos e São José dos Campos, entre outros, desenvolvem campanhas em suas bases. Recebem doações de roupas, alimentos não-perecíveis e produtos de limpeza e higiene. Pedro Pereira da Silva (Zóião), secretário-geral dos Metalúrgicos de Guarulhos, explica: “Nossa ideia é fazer a distribuição o quanto antes. Por isso, contamos com a ajuda da população e das empresas”. Em São José dos Campos, o Sindicato já entregou cestas básicas a famílias do bairro Pinheirinho dos Palmares e da ocupação Coração Valente, em Jacareí.

Comerciários – Os Comerciários de São Paulo conseguiram com o grupo Pão de Açúcar dez toneladas de alimentos, a serem distribuídos no bairro de Rio Pequeno, Zona Oeste da Capital. “A ideia é conseguir doações de mais empresas, do ramo de supermercados ou de outros setores”, conta Ricardo Patah, presidente da UGT e do Sindicato.

Bancários – Sindicatos em São Paulo e ABC estão nessa ação solidária. Na Capital, a primeira doação foi entregue ao Arsenal da Esperança, que acolhe diariamente 1,2 mil pessoas em situação de rua. Ernesto Izume, dirigente do Sindicato de SP, explica que a população de rua é a mais afetada – há mais de 25 mil pessoas nessa situação. “Eles já passam por dificuldades, sem ter o que comer no dia a dia, o que se agrava com a pandemia”, diz.

Papel social – O metalúrgico Miguel Torres, presidente da Força Sindical, explica que o sindicalismo está preocupado com a população. Ele comenta: “Conseguimos aprovar no Congresso a renda emergencial. Mas esse dinheiro infelizmente ainda não chegou a quem mais precisa. E quem tem fome tem pressa. Por isso, lançamos campanha nacional a fim de arrecadar doações”.  Miguel completa: “Orientamos que todas as entidades façam o mesmo. O Sindicato pode ajudar a fazer chegar o alimento à casa dos companheiros necessitados”.

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