30.5 C
São Paulo
sexta-feira, 12/12/2025

O trabalhador como protagonista do País

Data:

Compartilhe:

A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente que realmente representa o povo brasileiro, traz alívio para os trabalhador, que sofreram com os ataques e a retirada de direitos nos últimos cinco anos. As conquistas obtidas pela classe operária nos governos do PT, incomodaram, e muito, as oligarquias, que querem manter o sistema escravocrata. Felizmente conseguimos quebrar as correntes e vencer o avanço do fascismo.

O trabalhador que fomenta a economia volta ao protagonismo do país. Essa é a hora de fazer valer a nossa força e melhorar as condições de salários e trabalho. As conquistas não são favor dos patrões e nem da legislação, mas de muita luta, que obriga a classe dominante a reconhecer os direitos dos trabalhadores.

Temos que retomar a luta pela valorização do salário mínimo. Entre 2003 e 2015, o piso nacional teve aumento de 76,67% acima da inflação, e isso refletiu nas negociações salariais das categorias. No próximo ano, teremos pela frente as negociações das cláusulas sociais e econômicas dos frentistas do Rio de Janeiro.

É preciso ficar alerta, pois a Reforma Trabalhista do governo Temer encurralou os trabalhadores. Ela impõe o “negociado sobre o legislado”, ou seja, o que for firmado entre patrões e empregados vale como lei, prevalecendo algumas ressalvas. Isso garante aos patrões o direito de retirar da convenção ou do acordo coletivo conquistas da categoria. A nova legislação trabalhista também acabou com a ultratividade, que permite as empresas suspenderem os benefícios, enquanto a negociação não for fechada.

Precisamos aproveitar esse novo cenário político, onde os trabalhadores participam efetivamente do governo, para avançar nas conquistas. Não existe vitória sem luta, sentado na cadeira sem participar das assembleias não vamos conseguir nada. É preciso consciência de classe para despertar da manipulação capitalista que joga o trabalhador contra o sindicato. As entidades de classes são fundamentais para enfrentar as desigualdades e os problemas imediatos causados pelo capitalismo.

Sozinho o empregado não avança, prova disso são os trabalhadores de aplicativos. Eles não têm nenhum direito e são chamados de empreendedores. Felizmente, a equipe de transição de Lula já estuda medidas para regulamentar e proteger esses trabalhadores, lançados à margem da classe operária. O novo governo também pretende rever questões das Reformas Trabalhistas de Temer e Bolsonaro que precarizaram a mão de obra, encolheram os salários, aumentaram as desigualdades sociais e a fome e deterioraram a economia do país. O dinheiro precisa circular companheiros para que o Brasil volte a ser uma nação próspera. Vamos à Luta!

Clique aqui e leia mais artigos.

Acesse – https://fenepospetro.org.br/

 

Conteúdo Relacionado

Greve na Toyobo – João Franzin

Novembro de 1985. Estávamos em Bauru no primeiro encontro de Secretários da Saúde do Estado. Ali, conheci o jovem metalúrgico Carlos Aparício Clemente. Com...

A democracia brasileira de ponta-cabeça – Marcos Verlaine

O chamado presidencialismo de coalizão brasileiro é um modelo de sistema político que perdeu o equilíbrio. De 2015 até então, esse desequilíbrio vem se...

Celebrar o profissional do desenvolvimento – Murilo Pinheiro

Nesta quinta-feira (11/12), celebra-se em todo o País o Dia do Engenheiro. Mais que uma simples efeméride, trata-se de oportunidade para a valorização e...

A exploração pela terceirização – Eusébio Pinto Neto

O projeto de Lei 4.330/2004, de autoria do deputado federal e empresário Sandro Mabel (PMDB-GO), que tramita no Congresso Nacional, vai precarizar ainda mais...

O Brasil vai bem – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Vivemos uma fase muito boa. Nem o tarifaço de Trump conseguiu nos desviar da rota do crescimento, do emprego e dos ganhos salariais.Os fatos:Ganho...