Agência Sindical

Comunicação a serviço dos trabalhadores

Acesse o canal da Agência Sindical no YouTube

Patronato do setor privado radicaliza

75Avaliar
—:—
1×

Toque em Play para preparar a narração.

O radicalismo se instalou na campanha salarial dos professores da rede privada, Ensino Superior, com data-base em 1º de março. Radicalismo patronal.

Após nove rodadas com o patronal (Semesp), não há avanços quanto à pauta eleita em assembleias estaduais. Por isso, a Federação dos Professores do Estado de São Paulo – Fepesp e os 26 Sindicatos integrantes – já aprovaram estado de greve nas assembleias.

Reivindicações – Federação e Sindicatos pleiteiam ganho real de salário (acima do INPC) e manutenção integral da Convenção Coletiva. Setor patronal propõe pagar a reposição da inflação (4,69%) apenas a partir de setembro, gerando seis meses de defasagem salarial.

Quanto ao abono compensatório, o Semesp ofereceu pagar os valores retroativos (de março a agosto) em três parcelas de 9,90% – maio, julho e setembro – o que não incorpora os valores ao salário nem aos encargos.

No entender de Celso Napolitano, presidente da Fepesp e do Sinpro-SP, a proposta é “absurda, indecente e provocativa”. Ele critica: “As mantenedoras tentam ‘empurrar’ a data-base pra setembro, além de desmontar conquistas históricas. Repudiamos essa proposta, pois ela representa redução de direitos e enorme desrespeito à categoria”.

Negociação – Próxima rodada de negociações acontecerá dia 14. A proposta patronal deve ser formalizada dia 16, após a assembleia do Semesp. Mas as assembleias dos professores já estão convocadas a partir de 22 de maio.

Mobilização – As entidades do professorado intensificam a mobilização com panfletagens, forte ativismo nas redes sociais, carros de som, visitas às instituições escolares e denúncias públicas sobre a perda de qualidade no ensino e ataques aos direitos docentes.

Greve – Caso não avancem as negociações, a categoria deve deflagrar greve a partir de 22 de maio, o que permitiria acionar o dissídio coletivo. O Tribunal Superior do Trabalho exige que o dissídio ocorra durante a greve, o que reforça a importância de uma mobilização forte da categoria.

Sesi – Fepesp e Sindicatos acabam de conduzir, com vitória, paralisação dos docentes da rede Sesi no Estado de São Paulo.

MAIS – Site da Fepesp e dos Sindicatos integrantes.

O que você achou deste conteúdo?

Seja o primeiro a avaliar
Avalie este conteúdo de 1 a 5 estrelas

Preferências de privacidade

Recursos necessários mantêm o site e os serviços solicitados funcionando. Não utilizamos sua recusa para bloquear a leitura.

Necessários — sempre ativos
Segurança, autenticação e armazenamento desta escolha. Preferências de leitura e controle de avaliações são usados ao solicitar esses recursos.

Esta escolha vale por 180 dias. Altere ou revogue a qualquer momento neste painel.