Protestos cobram suspensão das demissões na Renault de Curitiba

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Nesta quinta (30), dirigentes das Centrais Sindicais e metalúrgicos protestaram contra as demissões dos 747 trabalhadores da Renault, na fábrica de São José dos Pinhais, em Curitiba. Comerciários de São Paulo e de Guarulhos também participaram da ação.

O protesto nacional, em frente às concessionárias de veículos da Renault, exigiu a suspensão das demissões e abertura do diálogo com o Sindicato da categoria. O objetivo é achar uma solução pra preservar empregos.

As ações concentraram-se principalmente no Paraná, Caxias do Sul (RS) e São Paulo, nas cidades de Guarulhos e Osasco. Em São Paulo, ocorreram atos nas concessionárias da Vila Guilherme, Ipiranga e Vila Olímpia. Em Guarulhos, a manifestação foi na concessionária da Vila das Palmeiras. 

Guarulhos – Vice-presidente do Sindicato de Guarulhos, Josinaldo José de Barros (Cabeça), condena a atitude da montadora. Ele diz: “Neste dia nacional de protesto, alertamos os trabalhadores das revendedoras que eles poderão ser afetados também. O plano na empresa é demitir 15 mil em suas plantas. É um absurdo”. 

Para Miguel Torres, presidente da Força Sindical e presidente da Confederação Nacional da categoria e do Sindicato de São Paulo e Mogi das Cruzes, demitir 747 pais de família em plena pandemia do Covid-19 demonstra a insensibilidade social da Renault. “Vamos mostrar a sociedade o quanto a empresa está sendo desumana num momento tão delicado”, diz Miguel .

Empregos – Na avaliação de Sérgio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, hoje, o maior desafio do movimento sindical tem sido a luta para procurar a manutenção dos empregos. “Há várias formas de tornar isso possível, mesmo nesse momento difícil que temos vivido”, ele diz. 

Demitidos – No último dia 21 de julho, a Renault demitiu inesperadamente 747 trabalhadores, muitos com atestado de saúde, em tratamento médico ou isolamento devido à Covid-19. Os demais trabalhadores da fábrica entraram em greve no dia 22 de julho para exigir a reversão das demissões. Hoje, a greve completa nove dias.

O Sindicato também exige do governo uma posição firme em relação as demissões. A Renault recebe incentivos fiscais do Estado e segundo a Lei Estadual 15.426/2007, a empresa que recebe incentivos fiscais do Estado deve manter o nível médio de emprego. 

Confira fotos dos atos:

 

 

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