21.1 C
São Paulo
terça-feira, 26/05/2026

PTB jogado às traças – por João Franzin

Data:

Compartilhe:

Dia 15 de maio, aniversariou o Partido Trabalhista Brasileiro. Fundado em 1945, sob comando de Getúlio Vargas, o PTB foi o mais consistente partido de massas até sua cassação pela ditadura de 1964.

O nascimento do partido decorreu da urbanização que se acelerava e do surgimento do proletariado industrial. O partido se apoiava em dois pilares: o trabalho e o nacionalismo.

Num País escravagista, Getúlio, com alguns dos melhores revolucionários de 30, teve a coragem de colocar o trabalho no centro do projeto político. O nacionalismo do trabalhismo era o amálgama capaz de unir a Nação acima dos conflitos típicos da sociedade de classes. Só a criação da Rádio Nacional, como instrumento de difusão da cultura e da nacionalidade, mereceria teses, estudos e livros (muitos).

As bases do trabalhismo, de certo modo, já estavam desenhadas no Programa de 17 pontos da Aliança Liberal.

Item 3: Difusão intensiva do ensino público, principalmente técnico e profissional, estabelecendo, para isso, um sistema de estímulo e colaboração direta com os Estados.

online pharmacy buy vibramycin no prescription pharmacy

Para ambas as finalidades, justificar-se-ia a criação de um Ministério da Instrução e da Saúde Pública.

Item 15: Instituir o Ministério do Trabalho, destinado a superintender a questão social, o amparo e a defesa do operariado urbano e rural.

Em 1979, na Capital portuguesa, somaram-se trabalhistas e nacionalistas (e exilados de outras correntes), pra lançar a Carta de Lisboa.
online pharmacy buy antabuse no prescription pharmacy

O documento firmaria as bases do PTB pós-anistia, sob liderança de Brizola.

O projeto foi a pique por força da ditatorial e da manobra, comandada pelo general Golbery, que sujou a sigla, entregando seu comando à quinta-coluna Ivete Vargas.

Hoje, o velho e necessário PTB é comandado por Roberto Jeferson, o que dispensa comentários.

O futuro do Brasil está em seu passado, no resgate das teses nacionalistas e trabalhistas. Sem isso, ou seja, sem a unidade em torno do trabalho, até teremos governos eventualmente progressistas. Mas incapazes de vertebrar um projeto que mobilize a Nação e construa a nossa soberania – que é o temor dos USA e da classe dominante local, que vende, aluga, leiloa e loteia os interesses nacionais.

Quadros – O trabalhismo gerou Getúlio, Jango, Brizola e Darcy Ribeiro. Ou seja, os melhores quadros da política nacional, o que só tem paralelo na qualidade dos dirigentes do velho PCB.

Jornalista, coordenador da Agência Sindical.
www.facebook.com/joao.franzin.1

João Franzin
João Franzin
Jornalista e coordenador da Agência Sindical

Conteúdo Relacionado

Garantir a redução da jornada – Murilo Pinheiro

É fundamental dar fim à escala 6X1 e adotar as 40 horas semanais de trabalho. O Congresso Nacional tem o dever de dar esse...

Navio negreiro – João Franzin

O dia, obviamente, tem 24 horas. Mas o Dia do Trabalhador, nas nossas metrópoles, dura menos. Explico.Em média, na Grande São Paulo, o trabalhador...

Pejotização geral: desmonte dos direitos do trabalho – Marcos Verlaine

Sob esse modelo que os empresários querem é o “trabalho sem direitos”. E trabalhador não é empresa. Empresa existe para gerar lucro para o...

Dia 27 pode ser histórico – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

A sociedade se organiza em classes. A classe rica é a dominante. A classe média fica no espaço do meio. E quem fica na...

O preço social das bets no futebol – Lourival Figueiredo Melo

O futebol brasileiro nunca movimentou tanto dinheiro com apostas esportivas. Ao mesmo tempo, o País enfrenta o avanço do endividamento familiar, do vício em...