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sábado, 28/03/2026

RECUPERAÇÃO DO COMÉRCIO – Walter dos Santos

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo projeta mais de 94 mil contratações em todo país. Caso se confirme, será o melhor desempenho desde 2013.

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A pandemia tomou, até agora, mais de um ano e meio das nossas vidas e colocou o planeta de joelhos. Mais de cinco milhões de pessoas morreram em todo o mundo. No Brasil, apenas de Covid-19 mais de 600 mil pessoas perderam a vida até agora.

Uma tragédia gigantesca. Para efeito de comparação, Guarulhos tem pouco mais de um milhão e trezentos mil habitantes.

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Graças à vacina, estamos recuperando a nossa vida, mesmo com a necessidade do uso de máscaras e de outras medidas de precaução, como não aglomerar, por exemplo.

Apesar da queda de renda dos brasileiros, o comércio vem retomando o ritmo e as contratações estão voltando aos poucos, inclusive as previstas para as festas de final de ano, que geram os famosos empregos temporários, mas que ajudam muito no orçamento de várias famílias.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo projeta mais de 94 mil contratações em todo país. Caso se confirme, será o melhor desempenho desde 2013.

Segundo a CNC, o estado de São Paulo deve concentrar 26% destas contratações, com 25,5 mil temporários contratados.

Contudo, apesar de muitos candidatos, os empregadores relatam que estão com dificuldades em achar bons profissionais, isso porque dispensaram muita gente durante os piores períodos de isolamento social e essas pessoas, que precisavam sobreviver, foram cuidar da vida.

Algumas arrumaram empregos em concorrentes, outras migraram para áreas de outros setores, outras passaram a viver de trabalhos eventuais e de bicos, outras decidiram iniciar o próprio negócio e estão batalhando.

Portanto, para atrair novos e bons funcionários, os patrões precisam oferecer treinamento, boas condições de trabalho e salários decentes.

É isso que temos defendido nas negociações para a nossa data-base e, em boa parte dos casos, estamos encontrando receptividade dos sindicatos representantes dos empregadores.

Sem outra saída, alguns patronais que há anos se recusavam até em abrir conversas, passaram a sentar conosco para a assinatura de novas Convenções Coletivas, aceitando reajustar os salários pela inflação e manter os benefícios de Convenções anteriores.

Por outro lado, sabemos que o dólar está descontrolado e a inflação está corroendo os salários, assim, o mínimo que os patrões podem fazer é conceder reajustes dignos. É essencial repor o poder de compra do trabalhador, até para recuperação do poder de compra e para fazer a economia voltar a girar com mais força.

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Em outras palavras, as pessoas precisam ter dinheiro para consumir e só conseguirão isso com salários suficientes para viverem.

A época é de muito trabalho e responsabilidade para que possamos construir a recuperação, mas ela tem que ser para todos e no que toca aos comerciários, continuaremos a lutar por isso.

Acesse – www.comerciariosdeguarulhos.org.br

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