2017: o que fazer? – Oswaldo Augusto de Barros

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Misturando tudo o que ocorreu pós-2017, a tal reforma trabalhista, que iria gerar seis milhões de empregos, desde um governo-tampão, que muito prometeu, a chegada do tal “Mito”, que com certeza não se deu bem na Grécia antiga, até os dias atuais, em que a Pandemia da Covid-19 veio pra desnudar o real momento que estamos passando, o Poder público escancarou sua incompetência em lidar com a nova realidade social, um número descontrolado de desempregados, desamparados, desalentados e com fome, MUITA fome.

Empregos formais em queda, ampliação de empregos precários e fora das garantias, que foram conquistadas com muita luta pelo Movimento Sindical, e os trabalhadores atônitos com todos os acontecimentos e em razão da propaganda nefasta contra as entidades sindicais, muitos afastaram-se de seu Sindicato.

Bem disse o presidente Biden, quando questionado pela repórter da Globo News, a palavra é UNIÃO. Não existe outra forma de conseguirmos reencontrar meios de luta por um futuro melhor. Continuar esperando que surja outro “Messias”, não se perca pelo nome, teremos um final onde o que mais teremos são as migalhas de um salário mínimo que não atende, hoje, às necessidades dos mais humildes.

Com o colapso da Economia, o caos instaurado, a união é de todos e seu Sindicato espera-os de portas abertas. Sim, aquele mesmo local onde você foi levar carta de oposição, muitas vezes em razão da prática antissind

ical do patrão, pra que nada fosse descontado de seu salário, apesar de todas as conquistas na sua Convenção Coletiva de Trabalho.

Diálogo é o objetivo maior para a grande reconstrução. A Pandemia dita a necessidade do distanciamento e a tecnologia abre a porta para as lives, que podem ser assistidas de seu celular, com participação e questionamentos.

Pergunte ao profissional liberal, advogado, engenheiro, arquiteto, médico, químico, fisioterapeuta e demais profissões, se por acaso deixaram de pagar a seus Conselhos Reguladores. Caso o façam, a consequência será a cassação do exercício da profissão.

SERVIDOR – Nesta semana do Servidor Público, quando o dia 28 marca a sua data, vemos a união de todos através de seus Sindicatos representativos, em campanha hercúlea contra a PEC 32, que tramita na Câmara dos Deputados.

Essa PEC é a destruição do Serviço Público de qualidade que tanto esperamos ter, que em breve poderá ser extinto. Saúde, Educação, Segurança Pública, entre outros, poderão ser terceirizados. Cabe afirmar que o debate somente está ocorrendo pela união e luta do movimento sindical.

Em 2017, fomos atropelados por um movimento patrocinado pelos patrões, que somente precarizou o trabalho e não gerou emprego decente. Os ataques neoliberais são constantes e orquestrados pelo Executivo no Congresso Nacional.

Somente com a UNIÃO de todos reconquistaremos a dignidade da classe trabalhadora.

Precisamos de você!

Professor Oswaldo Augusto de Barros
Coordenador do FSTCNTEECFEPAAE

Acesse – https://fstsindical.com.br/novo/

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