Uma comemoração nobre – por Vargas Netto

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João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical entidades de trabalhadores - e-mail: [email protected]

 Memória Sindical – A feitura de listas é cometimento recorrente em todas as épocas e em todas as culturas da humanidade. Quando a lista não é exaustiva e antes que se torne canônica a principal dificuldade em seu estabelecimento é que sempre faltam itens contemplados e sobram os aspirantes.

O Centro de Memória Sindical, sob a inspiração da Carolina Maria Ruy e apoiado pelas seis Centrais Sindicais reconhecidas, conseguiu realizar a proeza de listar 200 nomes que contribuíram para a construção social do Brasil. Registrou também, com auxílio de uma equipe qualificada, 200 obras brasileiras de arte em todos os campos.

Ambas as listas, dos 200 nomes e das 200 obras, foram apresentadas ao público sindical em um evento no salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo na segunda feira, dia 15, abrilhantado pelas execuções da Corporação Musical Operária da Lapa e exaltando os 200 anos da Independência (a coincidência dos números não é fortuita).

A apresentação das listas e o evento sindical solene são duas marcas de respeito à data magna de nossa nacionalidade e uma comemoração nobre, contrapondo-se à canhestra tentativa de seu sequestro pelo presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro.

Os nomes e as obras revelam, em sua diversidade, os rostos e as sensibilidades do povo brasileiro, o grande agente criador da História.

Com todas as dificuldades, desde 1822, o povo brasileiro as enfrentou e hoje, esperançoso, almeja a mudança de rumos que garanta democracia, direitos, solidariedade social e desenvolvimento.

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