Parlamentares que envenenam

Data:

Compartilhe:

Parlamentares que envenenam | No dia 9 de fevereiro, 301 deputados deram autorização para envenenar os alimentos que consumimos, através da aprovação do Projeto de Lei 6.299/2022, conhecido como PL do Veneno. Este projeto é do ex-senador Blairo Maggi, tendo como relator o deputado federal Luiz Nishimori, do PL do Paraná.

É lamentável que esses parlamentares, para atender a ganância dos detentores do agronegócio, muitos deles financiadores de suas campanhas eleitorais, decidam autorizar o envenenamento dos alimentos que consumimos.

Com a aprovação do PL, a Vigilância Sanitária se enfraquece, descaracteriza a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), na fiscalização das normas para o uso de agrotóxicos, que agora são chamados de pesticidas, tendo seus venenos cada vez mais potentes.

Esses parlamentares não quiseram ouvir a voz do povo; aquele povo que votou e os elegeu. Mesmo povo que, agora, se alimentará com produtos que vão conter muito mais veneno que outrora. Está cientificamente comprovado que a falta de controle de veneno no plantio de alimentos causa doenças graves a longo prazo, como diversos tipos de câncer.

A pergunta que não quer calar é: será que estes parlamentares e seus familiares consomem alimentos produzidos à base de pulverização, com o veneno que eles mesmos aprovaram? Ou será que, com o alto poder aquisitivo que eles têm e que nós pagamos, eles buscam no mercado produtos orgânicos sem pesticidas?

É importante ressaltar que o presidente Jair Bolsonaro, em 2021, autorizou a comercialização de mais de 500 novos tipos de agrotóxicos, muitos deles proibidos em outros países.

É de suma importância que a sociedade organizada disponibilize estas informações para toda a sociedade, para podermos eleger representantes, em todas as instâncias, que tenham compromisso com o bem estar, a saúde e a vida das pessoas.

Para exemplificar a gravidade do tema, acesse aqui reportagem do efeito dos agrotóxicos:

 

MAIS – Clique aqui e leia mais artigos.

Conteúdo Relacionado

Caminhos de confiança – João Guilherme Vargas Netto

Todo dirigente e ativista sindical preocupado em completar, desde já, sua “cola” eleitoral, sabe que a primeira indicação para voto é a confiança no...

O bolsonarismo não é conservador – Marcos Verlaine

É preciso entender os conceitos. Há erro recorrente no debate público brasileiro: chamar o bolsonarismo de “conservador”. Não o é.Para eles, a classificação é...

Dois projetos – João Guilherme Vargas Netto

O movimento sindical brasileiro tem dois projetos (aceitem o termo) para este segundo semestre de 2026 (entremeado, é óbvio, pelas campanhas salariais das datas-bases...

Quando o salário do trabalhador vira aposta – Lourival Figueiredo Melo

O crescimento das bets exige um debate urgente sobre proteção social, saúde mental e renda das famílias brasileiras.O Brasil regulamentou as apostas esportivas, mas...

Avanços, mas engenharia ainda precisa de mais mulheres – Murilo Pinheiro

Esta terça-feira (23/6) marca o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia. Além de celebrar os avanços, é momento de fortalecer a reflexão e o...