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sábado, 17/01/2026

A pandemia, a guerra, a política e a carestia

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Não podemos negar que a pandemia do Covid-19 e a guerra Rússia X Ucrânia têm contribuído para causar dificuldades na economia de todos os países.

Mas no caso do Brasil, existem agravantes que não podemos deixar de se considerar. Primeiro, o comportamento do chefe maior da nação, que subestimou o potencial do coronavírus dizendo que seria uma «gripezinha». Perdeu a oportunidade de criar um comitê com especialistas na área da saúde, com base nos países que já haviam sido atingidos pelo vírus.

Em um segundo momento, em que o Brasil já havia registrado pessoas contaminadas pelo vírus, ao invés de estruturar os estados com formação de comitês com especialistas na área da saúde, o governo preferiu continuar desafiando o potencial da Covid-19.

Em um terceiro momento, quando as vacinas surgiram, o governo colocou a disputa política a frente, tentando fazer desacreditar a vacina chinesa Coronavac, é que trazida e preparada pelo Instituto Butantã em São Paulo.

Já em um quarto momento, o governo substituiu o ministro da Saúde para atender a sua posição contrariando as orientações científicas.

Não podemos esquecer que em todos os momentos o presidente Bolsonaro desestimulou à população a tomar a vacina, dizendo que a mesma poderia trazer efeitos colaterais como por exemplo virarmos «jacarés».

Como se todas estas atitudes impensadas não bastassem, o presidente Jair Bolsonaro, em atos desrespeitosos, ocupou o seu tempo para imitar pessoas que tiveram consequências pela pandemia do Covid-19, com dificuldade respiratória.

O Brasil está próximo de 700 mil mortes registradas em decorrência pandemia do Covid-19.

Isso representa uma média 4 vezes maior que a média mundial. Aqueles que foram eleitos para governar para ocuparem os cargos com responsabilidade e negligenciaram, precisam responder por seus atos.

A guerra Rússia X Ucrania também tem contribuído nas dificuldades de desenvolvimento no Brasil, mas a realidade é que nós já tínhamos uma crise política no segundo mandato de Dilma Rousseff, agravada com o desmonte no governo Michel Temer.

Crise agravada ainda mais no governo de Jair Bolsonaro. Estamos vivendo a maior carestia com 33 milhões de pessoas passando fome. Um retrocesso de 30 anos quanto a segurança alimentar.

A estatística aponta que 60% da população brasileira têm alguma deficiência alimentar, e que 5% da classe mais pobre perdeu 34% da renda no Brasil em 2021, diz o IBGE.

Estamos vivendo com uma inflação de dois dígitos, no mesmo patamar também o desemprego com mais de 11 milhões de pessoas, onde grande quantidade está procurando emprego, desistiram e a maioria está na informalidade. Todos com queda de renda.

Temos eleições neste ano e precisamos eleger pessoa para ocuparem os cargos no Executivo e Legislativo com o compromisso para o desenvolvimento sustentável do país com políticas sociais, ambientais, empregos de qualidade e erradicação da fome.

Artur Bueno de Camargo é presidente da CNTA Afins e vice da Nova Central

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