Sindicatos em campanhas – por Vargas Netto

Data:

Compartilhe:

De agora em diante e cada vez mais as eleições ocupam um lugar privilegiado nas atenções dos brasileiros. As campanhas, os partidos, as propostas e os candidatos são protagonistas e o movimento sindical é coadjuvante.

Ao continuar suas atividades correntes – campanhas de antecipação da data-base, campanhas salariais, campanhas de solidariedade classista e popular, reivindicações específicas e PLRs nas empresas, sindicalizações, atualização dos registros sindicais (com plena autonomia estatutária) e manutenção dos serviços, dos bens e dos funcionários – o movimento sindical não pode deixar de participar do esforço eleitoral de todo o povo e dos candidatos.

São inúmeras as atividades em que o sindicalismo, de maneira legítima e sem violar as leis eleitorais, participa deste esforço recebendo candidatos para entrevistas e realizando manifestações, apoiando os companheiros e as companheiras que são candidatos e apresentando em toda oportunidade suas pautas de reivindicações e propostas, como a que foi aprovada na CONCLAT 2022.

Dois bons exemplos do alcance destas iniciativas foram as recepções pela maioria das centrais sindicais aos candidatos aos governos de São Paulo (Haddad) e do Paraná (Requião), com ambos se comprometendo com muitas das propostas sindicais, em especial a defesa do piso salarial regional e da criação (ou recriação) da secretária de Trabalho e Emprego.

Estas iniciativas devem se repetir em todos os estados, ao mesmo tempo em que os dirigentes prestigiem os candidatos sensíveis às nossas propostas e reforcem suas campanhas eleitorais divulgando seus nomes, seus números e seus programas.

Clique aqui e leia mais artigos de João Guilherme Vargas Netto.

João Guilherme
João Guilherme
Consultor sindical e membro do Diap. E-mail joguvane@uol.co.br

Conteúdo Relacionado

A falta da reflexão lógica e racional – Artur Bueno de Camargo

Quando refletimos com a lógica do radicalismo, perdemos a oportunidade de transformar aquilo que está posto, e que a princípio aparenta ser um problema,...

A fortaleza do sindicato – Eusébio Luís Pinto Neto

A rotina na pista é dura. São jornadas exaustivas, exposição a riscos constantes, pressão por metas e, muitas vezes, um salário que não acompanha...

Caminhos de confiança – João Guilherme Vargas Netto

Todo dirigente e ativista sindical preocupado em completar, desde já, sua “cola” eleitoral, sabe que a primeira indicação para voto é a confiança no...

O bolsonarismo não é conservador – Marcos Verlaine

É preciso entender os conceitos. Há erro recorrente no debate público brasileiro: chamar o bolsonarismo de “conservador”. Não o é.Para eles, a classificação é...

Dois projetos – João Guilherme Vargas Netto

O movimento sindical brasileiro tem dois projetos (aceitem o termo) para este segundo semestre de 2026 (entremeado, é óbvio, pelas campanhas salariais das datas-bases...