Demissões na Mercedes é reflexo da falta de política industrial

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O anúncio de demissão de 3.600 trabalhadores feito pela Mercedes um dia antes do feriado de 7 de setembro reflete a polícia economia adotada pelos governos Temer e Bolsonaro. É o que diz o coordenador da subseção DIEESE no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luís Paulo Bressiani.

“A postura da montadora é um movimento natural diante do cenário econômico que o país atravessa. Em 2014, tínhamos uma expectativa de produção de 5 milhões de unidades por ano, hoje temos uma situação na qual muitas fábricas estão com produção ociosa. Isso faz com que as empresas queiram demitir pessoas e fechar fábricas”.

TERCEIRIZAÇÃO – para Luís a terceirização de postos de trabalho é outro efeito das políticas econômicas adotas desde 2015.

“A política de incentivo, especialmente de produtos automotivos, faz com que a terceirização seja cada vez mais crescente na indústria automobilista”.

“Não diria que o setor vive uma crise, mas a terceirização gera a diminuição de renda e do poder de compra das famílias. Isso faz com que o consumo diminua o que resulta na queda da produção. Esse ciclo é fruto da falta de uma política economia voltada para a indústria nacional”.

REUNIÃO – na próxima terça (13), o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC terá uma reunião com os diretores da empresa para tentar reverter as demissões.

“A uma assimetria de poder que temos de combater. O governo diz que a Covenção Coletiva é o que vale, mas fortalece as empresas com incentivos ao mesmo tempo que enfraquece os Sindicatos”, ressalta Luís.

CENTRAIS – O anúncio dos cortes gerou repúdio geral. As Centrais Sindicais se unem contra os cortes. Força e CNTM afirmam em Nota: “Repudiamos a postura da empresa, desumana em relação aos trabalhadores e suas famílias e irresponsável perante as necessidades do País”.

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