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quinta-feira, 2/07/2026
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Sindicalismo cobra tramitação da PEC 221

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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Muitas explanações, muito debate, excelentes falas, reunião amigável das Centrais com Davi Alcolumbre (União-AP), mas até agora (manhã do dia 2) o presidente do Senado não enviou a PEC 221 à Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Mesmo assim, Antônio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos do Brasil) segue otimista. Ele diz: “O dia de ontem foi intenso. Considero muito positiva nossa reunião com Alcolumbre. Lembro que ele já nos apoiou em questões anteriores, como, por exemplo, a pedido do sindicalismo, não dar andamento do projeto da Carteira verde e amarela, de Bolsonaro”.

No debate do dia 1º, no Senado, falaram 56 representantes dos trabalhadores, empresários, governo federal e movimentos sociais, como o VAT (Vida Além do Trabalho). Nas Centrais, a orientação geral é seguir com atos e movimentos, mas, principalmente, a partir de agora, buscar diálogo com os senadores, de todos os partidos.

E o governo? O jornalista e consultor do Diap, Marcos Verlaine, comenta: “O governo federal tem jogado peso a favor da PEC 221. Tanto assim que ontem a própria líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), fez uso da palavra e se opôs à narrativa de que a PEC é eleitoreira. Não é. Até porque ela tramita desde 2019”.

Passos – Se Davi Alcolumbre enviar a PEC 221 à CCJ do Senado, e ela for aprovada conforme o texto originário da Câmara, a matéria será aprovada. É o que defende o sindicalismo.

Os movimentos sindical e social, porém, batalham para que a PEC não retorne à Câmara dos Deputados, o que atrasaria a implementação da redução da jornada pra 40 horas e colocaria em risco o fim da escala 6×1.

Por várias razões, Davi Alcolumbre vive um período de escaramuças com o governo federal. Na reunião com as Centrais, os dirigentes deixaram claro que a pauta da classe trabalhadora é independente frente ao governo.

MAIS – Sites do Diap, da CSB, UGT e do Senado.