Agência Sindical

Comunicação a serviço dos trabalhadores

Acesse o canal da Agência Sindical no YouTube

Sindicato denuncia novo recorde no déficit de policiais civis em SP

365Avaliar
Polícia Civil
—:—
1×

Toque em Play para preparar a narração.

A Polícia Civil de SP acumula perdas sucessivas de profissionais.

O déficit nos quadros das delegacias, por exemplo, alcançou um novo recorde no estado em novembro deste ano, com um total de 16.149 cargos vagos.

Quem faz a denuncia é o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) que criou o “Defasômetro”. A ferramenta contabiliza as perdas em Recursos Humanos sem reposição.

Atualmente, dos 41.912 cargos previstos para a Polícia Civil, somente 25.763 estão ocupados, o que representa um déficit de 38,5%. Cinco anos atrás, quando a defasagem já era considerada elevada, o índice era de 27,2%, alerta a presidente do Sindpesp, a delegada Jacqueline Valadares. “São 16 mil profissionais a menos. A alta defasagem impacta na investigação de crimes, na segurança do cidadão e nas condições de trabalho do agente, que fica sobrecarregado”, ela afirma.

A carreira com mais cargos vagos, de acordo com o Sindicato, é a de investigador (3.994), seguida da de escrivão (3.805). A função de agente policial (1.510) é a terceira com maior defasagem, quase empatando com as carreiras de delegado (958) e de agente de telecomunicações (953).

A pesquisa mostra, ainda, que 98 policiais se desligaram das funções em novembro, em sua maior parte, por aposentadorias ou exonerações. No período, e a exemplo do que ocorre nos últimos anos, apesar da existência de candidatos aprovados em concursos para a Polícia Civil, não foram realizadas nomeações por parte do Estado para recompor o quadro.

“É necessário ter uma reestruturação, que incentive este policial a permanecer na carreira. As desistências são preocupantes”, alerta a dirigente.

A presidente do Sindpesp aponta outros três grandes problemas no setor: desvalorização salarial, falta de investimento em material e em investigação. “Há uma grande preocupação do estado para o acesso da população no registro do Boletim de Ocorrência. Contudo, não há o mesmo empenho em estruturar equipes que possam instaurar os inquéritos e investigar os conteúdos dos Boletins de Ocorrência”, denuncia Jacqueline.

MAIS – Acesse o site do Sindpesp.

O que você achou deste conteúdo?

Seja o primeiro a avaliar
Avalie este conteúdo de 1 a 5 estrelas

Preferências de privacidade

Recursos necessários mantêm o site e os serviços solicitados funcionando. Não utilizamos sua recusa para bloquear a leitura.

Necessários — sempre ativos
Segurança, autenticação e armazenamento desta escolha. Preferências de leitura e controle de avaliações são usados ao solicitar esses recursos.

Esta escolha vale por 180 dias. Altere ou revogue a qualquer momento neste painel.