21.6 C
São Paulo
sábado, 7/03/2026

Sindicalismo reforça ofensiva contra juros altos

Data:

Compartilhe:

O Banco Central desafia o próprio presidente Lula e mantém em 13,75% a taxa da Selic. A sigla quer dizer Sistema Especial de Liquidação e Custódia e está relacionada à política monetária que visa controlar a inflação.

Ocorre que esse patamar é abusivo, fazendo o Brasil campeão mundial do juro alto. Lula combate a política do Banco Central, que se aferra à autonomia obtida no governo Bolsonaro. Seu presidente, Roberto Campos Neto, é neoliberal. Ele afronta o governo, o setor produtivo e a classe trabalhadora. Por isso, está na alça de mira dos protestos.

Nesta sexta (16), as Centrais lançam a Campanha Nacional pela Redução dos Juros.

A luta inclui assembleias em locais de trabalho, panfletagens, atos públicos e outras ações.

No Estado de São Paulo, o início da jornada terá protesto em São Bernardo, chamado pelo Sindicato dos Metalúrgicos. Segundo seu presidente Moisés Selerges, a mobilização visa esclarecer sobre os prejuízos ao povo com Selic tão exagerada. “Ao não baixar os juros, mesmo com todos os indicadores da economia mostrando ser necessário, o Banco Central age contra o crescimento do País”, denuncia o sindicalista.

Terça, 20, o Comitê de Política Monetária inicia reunião pra decidir a taxa nos próximos meses. Na data, haverá mais atos em todos os Estados onde o Banco Central tem sede. Na Capital paulistana, será às 10 horas, no BC, na Avenida Paulista.

Dieese – Para Victor Pagani, supervisor-técnico Regional do Dieese SP, ao manter taxa tão alta, o BC prejudica o mercado de trabalho. Ele alerta também que Selic a 13,75% reduz o consumo e prejudica o comércio, que já enfrenta concorrência desleal de plataformas estrangeiras.

Pagani cita algumas consequências: “As pessoas têm dificuldades pra parcelar compras e dívidas. Isso se reflete no mercado, dificultando a retomada do crescimento econômico com geração de empregos”. Ele concedeu entrevista ao Seu Jornal, da TVT. Clique aqui e assista. 

Força – A Central Força Sindical sintetiza seu discurso: “Menos juros e mais empregos!”

MAIS – Acesse o site das CentraisMetalúrgicos do ABC  e Dieese.

Conteúdo Relacionado

II Conferência Nacional valoriza diálogo e renda

Terminou em São Paulo, dia 5, a II Conferência Nacional do Trabalho (CNT). O evento nacional foi precedido das 27 etapas estaduais e distritais...

Ministro destaca avanços na agricultura familiar

Dia 27 de fevereiro, a Agência Sindical entrevistou Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Ele participava, em São Paulo, de cerimônia...

Manobra na Câmara ameaça direitos

Contra a redução da jornada de trabalho, a bancada bolsonarista liderada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) apresentou o Requerimento 477/2026, visando apensar a PEC...

Pais terão licença maior

O Senado aprovou dia 4 Projeto que amplia gradualmente a licença-paternidade, passando dos atuais cinco para 20 dias. Benefício será concedido aos pais, nas...

Condutores de São Paulo vão às urnas

As eleições no SindMotoristas de SP costumam ser muito disputadas. Quatro chapas vão concorrer ao pleito dias 10 e 11 de março.A chapa que...