19.5 C
São Paulo
sábado, 25/04/2026

Bancários vão à Fenaban por direitos e emprego

Data:

Compartilhe:

Quarta (26), o Comando Nacional dos Bancários teve a primeira mesa de negociação com a Federação dos Bancos. O encontro tratou de emprego. O tema foi apontado como segunda prioridade pela categoria na Consulta Nacional. Mais de 47 mil participaram da enquete.

No ano passado, 6,3 mil perderam seus empregos. O fechamento de agências continua.

Neto preside a Federação dos Estados da Bahia e Sergipe e integra o Comando. Participou da rodada com a Fenaban. Ele falou à Agência Sindical.

Segundo o dirigente, os bancos argumentam que o custo do trabalhador está elevado, já que competem com o Nubank, XP, e outros, acusados de concorrência desleal. Juvândia Moreira, presidente da Contraf-CUT, informa que o Nubank não trata como bancários os seus empregados.

“Uma forma de resolver é a regulamentação o sistema, pra que as operadoras possam fazer parte da mesa da negociação e também acabem com a pejotização. Hoje, muitas dessas empresas operam sem que o funcionário tenha benefício ou vínculo empregatício”, afirma Hermelino Neto.

“Nossa pauta pró-emprego trata também da necessidade de regulamentar o sistema financeiro. Ou seja, enquadrar como categoria bancária os empregados de cooperativas, instituições de pagamento, correspondentes bancários, corretoras de crédito e demais atividades relacionadas à atividade bancária. Queremos todos eles com CCT e representados pelos Sindicatos de bancários”, argumenta.

Hermelino frisa que vários bancos digitais não reconhecem a categoria bancária. “Eles atuam em um sistema financeiro como se fossem banco, mas sem as responsabilidades e compromissos do banco tradicional. Nosso sistema financeiro é considerado sólido. Porém, empresas que oferecem juros baixos e aplicações tentadoras são incertas. Desconhecemos seu capital na bolsa de valores, as garantias, e isso é perigoso em caso de quebra”, explica.

Expectativa – Segundo Hermelino, é positiva. “Esperamos reaver empregos. A categoria hoje tem 443 mil protegidos por Convenção Coletiva. Porém, trabalhadores com funções bancárias em corretora, agência de investimento, cooperativa de crédito, correspondente bancários e outras passam de um milhão. Nossa luta é pra que todos tenham Convenção Coletiva”, diz.

Reunião – Terça (2). Tema: Cláusulas Sociais. Data-base é 1º de agosto.

Conteúdo Relacionado

Centrais apoiam Messias ao STF

As principais Centrais Sindicais brasileiras lançaram, dia 23, Nota pública em apoio à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, à vaga de ministro...

Parecer de relator joga com o tempo

Em análise minuciosa e precisa, o consultor do Diap, Marcos Verlaine, aponta que o parecer do relator da PEC 8/2025, Paulo Auzi (União-Bahia), “reconhece...

CUT reitera Convenção 151 e fim da 6×1

Nota da Central, deste dia 23, reforça a luta por trabalho decente e destaca impacto das propostas na vida de trabalhadores e na organização...

Consultor trata do fim da escala

Física quântica é tema de grupo escolar perto das regras, regulamentos, ritos e possibilidades políticas na tramitação de matérias nas comissões da Câmara Federal...

Metalúrgico, atleta, herói

Um gesto de desprendimento e heroísmo. E, desta vez, o herói é um companheiro metalúrgico, que trabalha como operador de máquinas em São Bernardo...