Sexta, dia 5, aconteceu a segunda rodada de negociações entre o SindForte e a entidade patronal (na avenida Angélica, SP).
Reunião faz parte da Campanha Salarial 2025 dos trabalhadores em transporte de valores no Estado de São Paulo. Data-base é 1º de agosto.
Para João Passos, presidente do SindForte, a contraproposta patronal é “provocativa”. Não só pelo reajuste proposto, abaixo do INPC acumulado em 12 meses, que ficou em 5,13%.
O Sindicato também rechaça o banco de horas e mudanças, pra pior, no horário de almoço. João afirmou durante os debates: “Assim, fica difícil a gente falar em negociação rápida, tendo em vista uma proposta como a que foi apresentada”.
João Passos acredita numa negociação difícil. O patronal alega dificuldades financeiras e culpa as transações via Pix, alegando que esse sistema tem gerado o fechamento de diversas agências bancárias, devido à queda na circulação de dinheiro em espécie.
“A proposta que os patrões nos enviaram, falando em banco de horas, alteração em escala de trabalho, eu achei provocação. Porque a escala atual é boa pra todos, não só pros trabalhadores, mas às empresas também. Então, basta manter o que já está aí”, alega o dirigente.
O advogado do SindForte, César Granieri, também questiona a escala de serviço, especialmente o modelo praticado por algumas empresas quanto ao horário de almoço. Ele conta: “A pauta que nos foi entregue pelo patronal tratava praticamente de jornada. E tinha até um ponto sobre almoço – eles querem que o trabalhador almoce dentro do carro-forte. Não podemos permitir, porque aceitar o trabalhador alimentar-se dentro do carro-forte seria o fim da linha”.
A próxima rodada de negociações ainda será marcada.
MAIS – Site do SindForte.




