As manifestações em apoio a Lula mostraram a força da mobilização popular. Agora, é preciso transformar essa energia em votos, conquistar indecisos e trazer de volta quem não foi votar.
As gigantescas manifestações de apoio ao presidente Lula nos últimos dias fizeram a terra tremer na campanha eleitoral. Foram demonstração extraordinária de mobilização social e política.
A tarefa agora é transformar essa força em votos. Não basta reunir quem já está do nosso lado: é preciso ampliar o campo de apoio, convencer indecisos, recuperar eleitores que se abstiveram e conquistar votos entre os que ainda apoiam o bolsonarismo.
Ofensiva – A reta final exige ofensiva coordenada, capaz de alcançar cada território, local de trabalho, universidade, comunidade e rede. A militância precisa ir além da própria bolha, conversar com quem pensa diferente e mostrar, com argumentos concretos, o que está em jogo para os trabalhadores, os direitos sociais e a democracia.
A história oferece imagem poderosa dessa estratégia. Na Operação Bagration1, entre 1944, o Exército Vermelho desarticulou as forças nazistas na Europa Oriental, abrindo caminho para o avanço soviético rumo a Berlim.
A lição para a campanha não está na guerra, mas na capacidade de coordenar forças, concentrar esforços e avançar sobre posições adversárias. É hora de fazer nossa Bagration eleitoral: ocupar terreno, disputar consciências e virar votos.
6 milhões de votos farão a diferença
A mobilização precisa alcançar a coordenação da campanha, os partidos, os Sindicatos, os movimentos populares, os estudantes, os trabalhadores e os milhões de ativistas nas redes.
Cada conversa pode abrir oportunidade; cada voto conquistado ou eleitor mobilizado pode fazer diferença. O objetivo é transformar a presença nas ruas em corrente capaz de ampliar a votação de Lula em milhões de votos.
É fundamental buscar quem não compareceu às urnas, dialogar com os que ainda estão indecisos e apresentar, sem arrogância, as consequências concretas de cada projeto para o País. A disputa não se ganha apenas reafirmando convicções, mas também ouvindo dúvidas, enfrentando a desinformação e convencendo quem ainda pode mudar de posição.
Futuro em jogo – A vitória não virá por inércia, nem será garantida pelo tamanho das manifestações. Dependerá da capacidade de converter entusiasmo em organização, presença nas ruas em diálogo e mobilização digital em participação eleitoral.
Está em jogo muito mais que eleição: o futuro do Brasil, da América Latina, dos direitos dos trabalhadores e da própria democracia. A energia popular demonstrada nas ruas precisa chegar às urnas com força redobrada e avassaladora.
É hora de avançar, conquistar votos e mobilizar cada pessoa disposta a defender a democracia. Das ruas às urnas, com organização, coragem e unidade. Bora Lula!
Vamos transformar essa reta final na nossa Bagration eleitoral.
Marcos Verlaine. Jornalista, analista político, assessor parlamentar do Diap e redator do HP.









