Desemprego e falta de governabilidade são maiores riscos no Brasil

Data:

Compartilhe:

Crise fiscal e instabilidade social também estão no topo das preocupações de empresários

Os maiores riscos para se fazer negócios no Brasil atualmente são o desemprego e o temor de fracasso da governabilidade do país, segundo levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial junto a 12 mil empresários de 128 países.

O desemprego atingiu recorde de 13,8% no trimestre encerrado em julho, segundo dados do IBGE (Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com 13,1 milhões de desocupados. A perspectiva é de que a taxa continue a crescer nos próximos meses, com a volta das pessoas à busca por emprego, que deverá ser acelerar com o término do auxílio emergencial em dezembro.

A precariedade do mercado de trabalho foi apontada como maior ameaça aos negócios no Brasil por 56% dos entrevistados, enquanto 52% citaram o risco de fracasso da governança nacional.

Conforme o Fórum de Davos, esse risco “captura a incapacidade de governar uma nação com eficiência, que é a causa ou resultado de fatores como fraco Estado de direito, corrupção, comércio ilícito, crime organizado, impunidade e impasse político”.

Em seguida, entre as principais preocupações dos empresários com relação ao Brasil estão a crise fiscal (38%), empatada com o risco de “profunda instabilidade social” (38%).

A propagação de doenças infecciosas está apenas em quinto lugar na lista de preocupações dos líderes de negócios, citada por 37% dos entrevistados, mesmo diante do efeito avassalador da pandemia sobre o país, que é o segundo em número de mortes no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Globalmente, o desemprego também é a maior preocupação do empresariado. Mas em seguida, na lista de aflições, vêm o risco das doenças contagiosas, as crises fiscais, ataques cibernéticos e instabilidade social profunda.

Na América Latina e Caribe, o temor de fracasso da governança nacional lidera o ranking, com o México puxando a lista, com o problema citado por 65% dos empresários.

A organização do Fórum Econômico Mundial anunciou nesta quarta-feira (7) que sua reunião anual será entre os dias 18 e 21 de maio de 2021, e não mais no inverno europeu. Além da nova estação, o encontro do próximo ano será em outra região da Suíça, em Lucerne-Bürgenstock, e não em Davos. O encontro terá como tema central “O Grande Recomeço”.

Fonte: Folha SP

Conteúdo Relacionado

Senado destrava pauta e PEC 221 avança

Alcolumbre destrava pauta e PEC 221 avançaNa quinta à tarde, dia 21, o clima em Brasília era de pessimismo moderado quanto  à tramitação da...

CNTA publica Carta em apoio a Lula

"A decisão fundamenta-se na certeza de que a continuidade deste governo representa a defesa intransigente da nossa democracia e a salvaguarda dos direitos fundamentais...

Bancários protestam contra Fenaban

Bancários de todo o País realizam hoje (20) paralisação contra a postura da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nas negociações da Campanha Nacional Unificada...

CNTC impede demissões nas Casas Bahia

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), por meio de seu departamento jurídico, obteve na Justiça do Trabalho decisão favorável para cerca de...

Soberania entra na disputa eleitoral

Até uns poucos meses, o tema Soberania Nacional estava restrito a grupos ideológicos, à esquerda ou à direita, mas com enfoques diferentes. Vale lembrar...