O Sistema Único de Saúde, durante a pandemia, mereceu destaque e aplausos. A população brasileira reconheceu sua força e capacidade. “Sem o SUS, os prejuízos e as perdas de vidas seriam maiores”. Quem afirma é o médico e gestor, David Braga Junior.

Especialista em saúde pública e com passagens profissionais importantes na gestão de hospitais e serviços municipais, o dr. David Braga foi entrevistado na live da Agência Sindical terça (6). Ele deu uma aula a respeito da construção da rede pública no Brasil e o seu funcionamento.

“O sistema permite ao prefeito agir objetivamente. Também possibilita a ação conjunta entre município, governo do Estado e da União”, diz o médico e autor de três livros.

Formado pela USP de Ribeirão Preto, o dr. David começou na PUC Campinas em 1980 e ajudou a construir o hospital universitário. Após, foi aprovado em concursos e, na condição de Servidor, passou a atuar para incorporar ações integradas que mais tarde acabariam por formar o SUS.

Principais trechos:

Gestão – “À época, médico não tinha preocupação com gestão estratégica para que as estruturas públicas funcionassem. Passamos por várias ações integradas de saúde. Ficou claro que era preciso uma ação na unificação pela estrutura”.

Social – “Enfrentei uma dura realidade até a criação do SUS em 1990. Está no Capítulo II, Artigo 196 da Constituição que a Saúde e a Assistência Social estão inclusas na Seguridade Social. Uma completa a outra”.

Interesses – “Quando o munícipio cresce, os recursos também aumentam e a gestão passa a ser compartilhada com trabalhadores e gestores. É um conflito permanente. Para isso criamos a mesa nacional de negociação coletiva do trabalhador do setor público”.

Negociação – “Por meio da mesa, negociamos inclusive a redução da jornada, sem redução do salário em Unidades Básicas de Saúde em Campinas. Para isso, é preciso entender e negociar. Todo esse caldeirão fermentou dentro do SUS em 1990”.

Deficiência – “Os programas Atenção Básica e o Saúde da Família eliminam grande parte dos problemas. Porque o agente de saúde e a enfermeira acompanham a rotina do paciente. Eles entendem a necessidade e dão a atenção necessária”.

Pandemia – “O Brasil tem 220 milhões de habitantes espalhados por um território continental. Se não fosse o SUS, os prejuízos e as perdas de vidas seriam muito maiores. Nenhum País tem um sistema como o nosso”.

Mudança – “Essa pode ser a oportunidade de mudarmos muita coisa. Percebi há muitos anos, quando houve uma epidemia da cólera, que quando a gente quer dá pra mudar a situação”.

 

 

 

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