Acordar

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Já está bem claro, ao menos para quem vive a realidade e não se esconde em fakenews de grupos de whatsapp, que a retirada de direitos dos trabalhadores e aposentados, vendidas como a salvação do País, só serve para aumentar lucros de patrões e financiar juros para especuladores da bolsa de valores.

Retirar direitos trabalhistas não gera empregos, só piora a qualidade de vida da população, reduz salários e aumenta a miséria. O que produz um círculo virtuoso em uma nação é distribuição de renda, salários dignos, educação de qualidade para todos e geração de empregos.

Governo que diz o contrário está mentindo e não está a serviço do povo, mas atuando para manter os privilégios de poucos que vivem em festas e viagens, enquanto milhões lutam pela sobrevivência.

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A pandemia de Covid-19 apenas deixou isso mais claro. O Auxílio Emergencial que a dupla Bolsonaro/Guedes propôs ser de R$ 200,00 e que só foi R$ 600,00 porque o Congresso Nacional forçou a barra, proporcionou aumento da renda para milhões de pessoas, o que mostra a miséria em que muitos vivem.

O que era para ser uma salvação temporária foi melhor do que a “vida normal” de grande parte da população brasileira. Não dá mais para aceitar isso.

Muitos de nós, trabalhadores e sindicalistas, dormimos em berço esplêndido, esperando como o filho que aguarda os pais, que os governos deem de mãos beijadas um país equilibrado e com qualidade de vida para todos, mas isso é balela.

Já passou da hora de acordar. Talvez um governo desastroso em todos os sentidos como o atual, que não respeita trabalhadores, meio ambiente, mulheres, minorias, que não respeita sequer a verdade, talvez um governo assim sirva como oportunidade para despertarmos e irmos à luta.

Temos de reivindicar. A começar pela manutenção dos R$ 600,00 no Auxílio Emergencial, algo que as Centrais já estão fazendo, de forma tímida, mas estão fazendo desde o lançamento da campanha #600 pelo Brasil.

Sabemos das limitações sanitárias que a Covid-19 impõe, mas não dá para ficar de braços cruzados, temos que ir para a rua, com distanciamento, como tem sido feito em protestos realizados no Chile e na Argentina, mas a situação grave que está posta não permite esperar. Os aliados não deixaram de combater Hitler porque nevava, fazia frio ou chovia.

Nós não podemos deixar que tirem tudo dos trabalhadores. A campanha pelos R$ 600,00 tem que ir para a rua e junto com ela o grito por mais direitos para os trabalhadores.

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Não podemos deixar que o mais cruel ministro da economia da história, Paulo Guedes, vá aos poucos arrancando nossos direitos, enquanto estamos dentro de casa.

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Temos que cuidar da vida, nos prevenirmos da Covid-19 e manter o distanciamento, mas isso não pode nos impedir de mostrar a nossa indignação e defender os nossos direitos.