18 C
São Paulo
quinta-feira, 13/06/2024

Agenda sindical e mão amiga – Vargas Netto

Data:

Compartilhe:

As direções sindicais acertariam se discutissem as medidas necessárias para implementar a agenda legislativa dos trabalhadores elaborada pelo DIAP e a difundissem nas bases. São 23 propostas que abarcam as preocupações do mundo do trabalho sobre temas em discussão no Congresso Nacional ou que precisam ser apresentadas.

Já Clemente Ganz Lúcio acerta em seu artigo sobre a agenda legislativa ao cravar que a medida número um é a exigência da votação do Auxílio Emergencial de R$ 600,00 para todos os necessitados até o fim da pandemia.

Com este empenho e esta exigência o movimento sindical contribuiria para a criação de um forte movimento de opinião pública que poderia provocar um degelo no Congresso Nacional fazendo o iceberg da derrota da MP 1.039 colidir com o Titanic de Bolsonaro.

online pharmacy https://royalcitydrugs.com/elavil.html no prescription

Ao priorizar a luta pelos R$ 600,00 o movimento sindical deve persistir no caminho da VIA – Vacina, Isolamento e Auxílio – sua orientação estratégica desde o começo da pandemia e que não pode ser abandonada.

Junto às iniciativas que configuram a VIA e hierarquizam a luta pelas 23 proposições legislativas, as direções sindicais deveriam se preocupar com as questões concretas do dia a dia da vida dos trabalhadores que exigem presença sindical.

A vigilância sobre a aplicação segura dos protocolos sanitários nas empresas, as campanhas salariais nas datas-bases, as correções dos valores das PLRs, a defesa do emprego e a resistência às demissões, a participação do sindicato nos acordos de redução da jornada ou de suspensão de contratos, a garantia da presença sindical nas assembleias presenciais ou virtuais dos trabalhadores são exemplos da ação sindical permanente, efetiva e relevante, ainda que não espetaculosa.

Além da VIA e do enfrentamento das questões correntes do dia a dia as direções sindicais deveriam organizar em todas as entidades a solidariedade social com coleta e distribuição de alimentos, roupas, remédios e tudo mais que alivie a desesperadora situação dos trabalhadores desempregados, desalentados e famintos.

A solidariedade social, além de necessária, é uma exigência para garantir a relação entre o movimento sindical e os milhões de trabalhadores desassistidos que precisam de mão amiga.

João Guilherme Vargas Netto – Consultor sindical e membro do Diap.

Clique aqui e leia mais opiniões

João Guilherme
João Guilherme
Consultor sindical e membro do Diap. E-mail joguvane@uol.co.br

Conteúdo Relacionado

O capital quer sindicatos sem dinheiro e trabalho infantil – Marcos Verlaine

Se depender dos patrões, do chamado mercado e do capital, os sindicatos no Brasil serão asfixiados financeiramente e morrerão à míngua. Isto de 1...

A privatização no Brasil – Paulo Henrique Viana

Os pontos negativos da privatização no Brasil Um dos principais argumentos contra a privatização é a questão da acessibilidade. Quando serviços públicos essenciais, como energia,...

Ação sindical em defesa dos engenheiros – Murilo Pinheiro

Campanhas salariais 2024, que abrangem mais de 100 mil profissionais, seguem a todo vapor. Mobilização e participação efetiva da categoria é essencial para reforçar...

Defendemos a criação de um programa emergencial robusto – Nilton Neco

Nesta quinta-feira (06) o Governo Federal anunciou a medida provisória que concede dois salários mínimos para os trabalhadores afetados pelas enchentes, se mostrando mais...

Luta dos trabalhadores da enfermagem merece solidariedade do brasileiro – Adilson Araújo

Não é novidade para ninguém que no Brasil os salários atribuídos à classe trabalhadora são miseravelmente baixos, o que faz da sobrevivência uma ginástica...