Agricultor estuda e tem smartphone

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Ontem, 28 de julho, foi Dia do Agricultor. A Folha de S.Paulo divulgou pesquisa com o perfil de fazendeiros no Mato Grosso. Os dados são do Imea – Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária.

O Agricultor, chamado homem do campo, está distante do roceiro das antigas e também do dono de terra armado, como quis mostrar a propaganda do governo Bolsonaro.

Os dados – 4% dos entrevistados têm pós-graduação; 52% disseram ter curso Superior. Nove entre 10 possuem smartphone, que facilita acesso às novas ferramentas tecnológicas.

Feita com 470 produtores no segundo semestre de 2020, a pesquisa aponta um elevado grau de instrução. Pelo menos 4% dos entrevistados têm pós-graduação e outros 52%, curso superior.

Os dados revelam que 89% dos entrevistados têm de 26 a 65 anos.

Cerca de 43% estão na faixa de 26 a 45 anos, o que traz para o campo uma leva de profissionais mais engajados nas evoluções tecnológicas.

Segundo a pesquisa, só 18% dos entrevistados têm área de plantio inferior a 500 hectares. Outros 51% estão em áreas superiores a 1.500 hectares.

O que se colhe dos dados mato-grossenses é a presença de um agricultor com perfil diferente do de outras regiões produtoras do país, onde as áreas são menores.

A inclusão da tecnologia, no entanto, já é uma exigência para todos.

Nove em cada dez produtores possuem smartphone, o que facilita o acesso às novas ferramentas tecnológicas, afirma Daniel Latorraca, superintendente do Imea.

Na opinião de Latorraca, do Imea, a adesão à tecnologia não depende tanto do tamanho da propriedade, mas do perfil do agricultor. Há grandes produtores que não conseguem lidar bem com as novidades, enquanto pequenos, principalmente aqueles ligados a cooperativas ou a clubes de negócios, já a adotam.

MAIS – Imea – Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária.

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