O movimento sindical pressiona o Congresso Nacional e articula com governadores pra que o Auxílio Emergencial volte a ser de R$ 600,00; e não fique entre os R$ 150,00 e R$ 375,00 fixados por Bolsonaro.

A articulação tem dado frutos. Governadores de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, SP e Sergipe assinaram Carta aos congressistas pleiteando benefício no mesmo padrão de 2020. O documento, além de criticar a redução do Emergencial, cobra ações efetivas contra a pandemia. “Enquanto a vacinação não acontecer em massa, devemos garantir renda pra população mais vulnerável”, diz a Carta.

O professor Celso Napolitano, presidente da Fepesp e do Diap, comenta: “Vivemos uma tragédia anunciada. Muitos governadores são responsáveis, pois também se omitiram”. Segundo ele, o poder político não quis confrontar o poder econômico nos Estados e isso impediu restrições mais rigorosas. “No Amazonas, onde a tragédia explodiu, o governador tomou uma posição e depois voltou atrás, por pressão de comerciantes”, relembra.

Acerto – Na avaliação de Napolitano, Centrais Sindicais e demais entidades, que agiram a favor da ciência e pela volta dos R$ 600,00, não tiveram espaço pra influir nas decisões do governo. “Fomos o único movimento que apresentou uma agenda, manteve-se pró-ciência e ao lado dos pobres. Mas não fomos ouvidos. Nunca somos convidados para os fóruns de discussão da pandemia”, lamenta.

MAIS – Acesse o site do Diap.

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