Carteiros defendem adicional de periculosidade

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O Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de SP, Grande SP e zona postal de Sorocaba – Sintect-SP mobiliza-se contra a decisão da diretoria dos Correios de cortar o adicional de periculosidade dos carteiros motociclistas.

Na segunda, dia 25, a entidade realizou ato em frente à Agência Central dos Correios, no Anhangabaú, no Centro de São Paulo. Cerca de 700 trabalhadores se mobilizaram para pedir a manutenção do adicional de periculosidade e o pagamento junto ao salário.

Segundo Elias Diviza, presidente do Sindicato, a retirada do benefício é um afronta aos direitos dos trabalhadores. O SindmotoSP esteve presente. Rene Vicente, presidente da CTB-SP, também acompanhou.

Os trabalhadores caminharam ou pilotaram suas motos até a Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, na Luz. Após o ato, o Sindicato foi atendido pelo superintendente do trabalho, Marcus Alves de Mello, que recebeu demandas de reinvindicações referente a manutenção do pagamento adicional.

Reunião – Nesta terça (26), Diviza esteve em Brasília em reunião no Ministério do Trabalho para tratar as questões do pagamento da periculosidade. Participaram José Aparecido Gimenes Gandara, presidente da Findect e Washington Maradona (MDB Trabalhista), que apoia o Sindicato na luta pelo tema.

Elias Diviza diz: “O ato foi extremamente significativo e histórico para o Sintect-SP. Os trabalhadores responderam de forma massiva ao chamado do sindicato, demonstrando a importância e urgência da manutenção do adicional de periculosidade para os motociclistas. Este protesto não apenas pressionou a direção da empresa, mas também chamou a atenção do governo para essa questão crucial. No dia seguinte, fomos para Brasília negociar junto ao Ministério do Trabalho a manutenção desse adicional, que é vital não só para os motociclistas dos Correios, mas para todos do Brasil”.

Assembleia – No dia 3 de abril, quarta, o Sindicato realiza uma assembleia de mobilização nacional. Desta vez, reivindica também o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho de 2023, que ainda não está sendo executado na íntegra.

Diviza afirma: “A empresa se comprometeu a anunciar abertura de concursos públicos desde outubro e até o momento não ocorreu. Também se propôs a reduzir a coparticipação do plano de saúde 50%, passando de 30 para 15% e até agora não foi concretizado, está pendente desde janeiro deste ano. Então, no dia 3 vamos fazer uma assembleia e já no dia 4 podemos iniciar uma greve não somente em São Paulo, mas no País”.

MAIS – Site do Sintect.

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