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Centrais criticam juros altos

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Em Nota conjunta, as Centrais Sindicais criticaram o corte de apenas 0,25 ponto percentual na Taxa Básica de Juros (Selic). O corte, feito pelo Banco Central, ainda mantém a Selic anual em 14,25%.

Na quarta, dia 17, as Centrais e outras entidades sindicais realizaram protesto em frente à sede do BC, na Avenida Paulista, em São Paulo. Diz a faixa unitária da manifestação: “Juros altos prejudicam a economia e a renda”.

Participaram do protesto CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e Nova Central, além de diversos Sindicatos, de várias categorias profissionais.

A Nota – A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual está muito aquém das necessidades da economia e das demandas da classe trabalhadora.

O Banco Central segue adotando uma política monetária excessivamente conservadora, que restringe investimentos, compromete a expansão da atividade econômica e dificulta a geração de empregos de qualidade.

Além disso, a redução anunciada produz impacto praticamente insignificante sobre o custo do crédito, que continua elevado para empresas, produtores e consumidores.

O Brasil apresenta inflação sob controle e reúne condições para uma redução mais significativa dos juros. Não há justificativa econômica para uma postura tão cautelosa, que mantém o País preso a um ciclo de baixo crescimento.

Enquanto o setor produtivo enfrenta dificuldades para investir e ampliar suas atividades, a manutenção de juros elevados continua beneficiando o rentismo e a especulação financeira, em detrimento da produção e do trabalho.

Com isso, o País perde oportunidades de acelerar o crescimento econômico, fortalecer a indústria nacional, estimular o consumo e ampliar a renda das famílias brasileiras.

A persistência de taxas de juros em patamares tão elevados também pressiona as contas públicas, aumentando os gastos com a dívida e reduzindo a capacidade do Estado de investir em áreas estratégicas e em políticas sociais.

As centrais sindicais continuarão defendendo uma redução mais consistente da Selic, compatível com os desafios do desenvolvimento nacional, da valorização do trabalho e da geração de emprego e renda.

O Brasil precisa de uma política econômica voltada ao crescimento sustentável, à reindustrialização, à valorização do trabalho e à distribuição de renda, e não de uma política que prolongue a estagnação e limite as perspectivas de desenvolvimento do país.

São Paulo, 17 de junho de 2026

Assinam a nota:

Sérgio Nobre, presidente da CUT.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

Ricardo Patah, presidente da UGT.

Adilson Araújo, presidente da CTB.

Antônio Neto, presidente da CSB.

Sonia Zerino, presidente da NCST.

MAIS – Sites CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST.