CNTA mobiliza contra 6×1

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Cerca de 35% dos trabalhadores nas indústrias da alimentação fazem a escala 6×1. Dado foi levantado por Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação – CNTA Afins.

Para mudar esse quadro, foi lançada em março, em parceria com outras entidades do setor, a campanha nacional “Fim da Escala 6×1, Com Redução da Jornada, Sem Redução de Salário”. A CNTA apoia a PEC da Deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que reduz a jornada para 36 horas.

O dirigente da CNTA falou à Agência Sindical.

Principais trechos:

Ações – “Produzimos 11 tipos diferentes de panfletos que explicam os motivos pra reduzir a jornada e acabar com a 6×1. Material foi fornecido aos Sindicatos da categoria, que são responsáveis pela distribuição e mobilização da base. Também orientamos que Sindicatos e Federações utilizem as Tribunas Livres das câmaras municipais e das assembleias estaduais. Na próxima semana faremos uma reunião de avaliação das ações já tomadas e de planejamento dos próximos passos”.

Pauta – “O indiciamento de Bolsonaro e a luta contra a anistia aos golpistas do 8 de Janeiro acabou tomando conta do debate público nas últimas semanas. Precisamos retomar o protagonismo da campanha pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1, inclusive com maior participação do governo federal. Essa conquista só será obtida através de uma grande mobilização da sociedade civil”.

Reunião – “Dia 9 de maio haverá uma sessão especial no Senado, convocada pelo Senador Paulo Paim (PT-RS), pra tratar da redução da jornada de trabalho. A CNTA vai marcar presença, assim como diversas confederações, federações e sindicatos. O contato com parlamentares é importante para sensibilizá-los sobre essa pauta”.

Acidentes – Nesta segunda, 28, é celebrado o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho. Para Artur, o tema guarda relação direta com a luta pela redução da jornada de trabalho. “Muitos desses acidentes e doenças só ocorrem devido a jornadas excessivas e degradantes. Não podemos perder de vista a relação entre esses dois pontos. Lutar pelo fim da 6×1 é lutar por mais qualidade de vida, melhoria da saúde mental, mais lazer e tempo com a família”, conclui o dirigente.

MAIS – Site da CNTA.

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