21.1 C
São Paulo
segunda-feira, 25/05/2026

Dirigente aponta ganhos para 430 mil bancários

Data:

Compartilhe:

Após 13 rodadas de negociação, foi fechada a Campanha Nacional dos Bancários. A categoria obteve reajuste de 4,64% para salários e benefícios (Vales-Alimentação e Refeição, PLR, auxílio-creche e outras cláusulas).

O ganho real foi 0,7% para 1º de setembro de 2024 e 0,6% para 2025. Ou seja, aumento de 1,31% nos dois anos. Cerca de 430 mil trabalhadores foram contemplados.

Comando Nacional também avançou em temas importantes. Entre eles o combate ao assédio moral e sexual, isonomia salarial entre homens e mulheres e valorização de bancários LGBTQIA+.

Hermelino Neto preside a Federação da Bahia e Sergipe e integra o Comando Nacional. À Agência Sindical, ele avalia a campanha. Confira:

Agilidade – “Nossa data-base é 1º de setembro e conseguimos iniciar o mês garantindo ganhos na Convenção Coletiva de Trabalho. É inédito”, afirma. Ele completa: “Essa garantia foi possível pelo governo progressista atual, alinhado aos trabalhadores”.

Ameaças – Hermelino destaca a importância da CCT ante ameaças da Fenaban. Ele diz: “Recebemos muita pressão na mesa de negociação. A mais grave delas tratou da retirada da Convenção Coletiva, que tem 35 anos e une a categoria em todo o País. Nós resistimos e garantimos as conquistas, com ganho real. Não é o desejado, mas foi o possível”.

Mobilização – Segundo o dirigente, o engajamento de bancários e bancárias foi decisivo. “Houve grandes mobilizações pelo País e conseguimos avançar”. Ele ressalta a necessidade de continuar a luta por melhores condições de trabalho. O sindicalista afirma: “Seguiremos firmes. Esse é o setor mais lucrativo da história, assim como o que mais provoca adoecimentos no trabalho. Precisamos batalhar muito pra obter avanços nesse cenário”.

Regulamentação – O Comando Nacional quer mais trabalhadores beneficiados com a Convenção Coletiva. Hermelino Neto comenta: “Hoje muitas empresas atuam como bancos, mas não são. E muitos trabalhadores fazem trabalho bancário, sem integrar a categoria. Seguiremos na luta pra que mais funcionários sejam cobertos pela nossa CCT. Se os bancos querem acabar com a Convenção, nós queremos fortalecê-la. É nosso papel”.

MAIS – Site da Federação da Bahia e Sergipe, Bancários de SP e Contraf-CUT.

Conteúdo Relacionado

Comerciários de SP chega aos 85 anos

No dia 15 de maio de 1941 era reconhecido oficialmente o Sindicato dos Comerciários de São Paulo. A entidade nascia da iniciativa de um...

Sintracon-sp conquista reajuste de 5,15%

Com resultado positivo em prol da classe trabalhadora da construção, o Sintracon-SP e o SindusCon-SP assinaram, no dia 19, a nova Convenção Coletiva de...

Diap defende jornada de 40 horas já

Para Neuriberg Dias, diretor de Documentação do Diap, a redução da jornada e o fim da escala 6x1 têm respaldo social, histórico e econômico....

Ganhos salariais reais estão em alta

As negociações coletivas das categorias profissionais seguem mostrando ganhos reais para os trabalhadores. Segundo o boletim “De Olho nas Negociações” (edição 68ª), publicado pelo...

Vitória histórica para a classe trabalhadora

A Corte Internacional de Justiça (CIJ), principal órgão judicial da ONU, sediada em Haia (Países Baixos), emitiu um parecer de importância histórica para o...