Eleições devem ser a festa da democracia

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Murilo Pinheiro é presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp) e da Federação Nacional da categoria (FNE)

No próximo domingo (2/10) brasileiros têm compromisso com as urnas e a oportunidade de escolher seus governantes e representantes. Trata-se de direito fundamental a ser exercido com consciência, alegria e, sobretudo, em paz.

Tradicionalmente, o dia das eleições no Brasil se reveste de caráter festivo e traz a renovação das esperanças por um futuro melhor. Em 2022, ainda que estejamos vivendo um dos períodos mais difíceis na nossa história, é fundamental que possamos resgatar essa lógica. O encontro com as urnas é direito e dever dos cidadãos a ser exercido com consciência e responsabilidade, mas também com alegria e tranquilidade.

E é esse compromisso cívico que está marcado para o próximo domingo (2/10), quando acontece o primeiro turno para escolha de presidente e governador, além da votação única para senador, deputados federal e estadual. Cada um tem plena liberdade, conforme sua preferência político-partidária, para fazer a opção que lhe parecer melhor para o Estado e o País. Como é fundamental levar a sério essa possibilidade preciosa de eleger governantes e representantes, também é importante se informar sobre o histórico e as propostas dos postulantes aos quais se concederá o voto.

Essencial ainda ter em mente que a vida democrática tem nas eleições um momento fundamental, mas não se resume a elas. Passado o pleito, é preciso acompanhar a atuação dos que conquistaram mandatos, fiscalizar e cobrar. A realização de votações livres e transparentes e a possibilidade de alternância no poder são valores fundamentais reconquistados no Brasil após o fim da ditadura, mas é preciso que se avance e sejam criadas e aprimoradas formas efetivas e permanentes de participação popular. E é papel da sociedade estar atenta e se mobilizar para influir de fato nos rumos do País.

Nossa capacidade de ação deve se voltar ao enfrentamento dos inúmeros e gigantescos desafios que temos pela frente, e que não serão magicamente solucionados após o processo de apuração. Estes vão do combate à fome que assola milhões de brasileiros à recuperação da indústria nacional com inovação, ciência e tecnologia. É preciso, por exemplo, criar empregos, reduzir a inflação, assegurar saúde, educação, habitação e transporte de qualidade, além segurança pública, cultura e lazer para o nosso povo.

Ou seja, não há tempo ou energia a perder em conflitos que em nada ajudam a superar as dificuldades, pelo contrário, só as agravam. Que as eleições deste ano sejam, além da festa da democracia, um momento de reencontro de todos os brasileiros com os melhores anseios por uma nação justa, próspera e desenvolvida, solidária e fraterna.

Sigamos juntos com otimismo e em paz. Boa votação!

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