ESPINHOS NAS FLORES – POR VARGAS NETTO

Data:

Compartilhe:

É evidente que por estes dias e pelo menos até o 2 de outubro o assunto é um só: compor nossa chapa eleitoral e conquistar votos para vitória de nossos candidatos.

Dirigentes e ativistas sindicais influentes têm intensificado as ações que visam garantir a vitória do ex-presidente Lula em primeiro turno.

Procuram conquistar os colegas que tenham outros candidatos, principalmente à presidência, ecoando as inúmeras manifestações recentes de apoio a ele, como a da ex-ministra Marina Silva.

Estão previstas inúmeras manifestações eleitorais com participação dos trabalhadores que não só apoiam as propostas de Lula – discussão tripartite da legislação trabalhista, aumento real do salário mínimo, desenvolvimento econômico e criação de empregos, formalização das novas profissões e solidariedade social – como também reforçam as pautas aprovadas na CONCLAT 2022.

Mas não posso deixar de atualizar os leitores sobre o andamento das dificuldades e das lutas sindicais naqueles dois temas, fontes de más notícias, de meu último texto.

A votação virtual no STF na discussão sobre a liminar do ministro Barroso que suspende a vigência da lei que criou os pisos profissionais para enfermeiros, técnicos de saúde, auxiliares e parteiras (homens e mulheres) tem apresentado um resultado desfavorável, o que exige (para contrabalançar o terrorismo dos adversários e a desorientação dos ministros) maiores esforços de mobilização dos sindicatos e dos profissionais, já cerceados pela exigência de 90% de comparecimento ao trabalho em caso de greve.

As demissões de 3.600 metalúrgicos da Mercedes Benz, que as mantém e insiste em terceirizar grande parte de seu efetivo constituem assunto de discussão entre a empresa e o sindicato, depois que os trabalhadores fizeram greve de três dias, suspensa na segunda-feira no aguardo dessas negociações.

Para não dizer que não falei dos espinhos nas flores…

Clique aqui e leia mais artigos de João Guilherme Vargas Netto.

João Guilherme
João Guilherme
Consultor sindical e membro do Diap. E-mail joguvane@uol.co.br

Conteúdo Relacionado

Eleições, Joio e Trigo – Eusébio Luis Pinto Neto

Na democracia, o cidadão é livre pra escolher seu partido, seu candidato, sua corrente ideológica. Essa liberdade é sagrada e deve ser respeitada por...

Churchill votaria pela jornada de 40 horas. E a direita brasileira? – Marcos Verlaine

O liberal-conservador britânico defendia o Estado na proteção do trabalho e do bem-estar. Posição distante do neoliberalismo que domina grande parte da direita brasileira.Se...

Se a CLT não cabe no bolso, o problema não é o jovem – Marcos Verlaine

Para reconquistar a juventude, a CLT precisa oferecer renda, direitos, perspectiva e flexibilidade, sem transformar precarização em liberdade nem proteção em privilégio.No artigo “Quando a...

Três categorias – João Guilherme Vargas Netto

Quero escrever sobre três categorias de trabalhadores - comerciários, bancários e metalúrgicos do setor automotivo - grandes e presentes em todo o Brasil, com...

E-mail Whatsapp Telegram Google News Trabalho A crise é da empresa; a conta não pode ser só do trabalhador – Lourival Figueiredo Melo

Quando uma grande empresa entra em crise, uma pergunta quase nunca aparece nos balanços: quem vai pagar a conta?O caso das Casas Bahia colocou...