FORA, DESEMPREGO! – João Franzin

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Segundo o IBGE, o desemprego em abril se manteve nos mesmos 14,7% anteriores, o mais alto patamar desde o início da série histórica em 2012.

O Instituto também aponta: 3,3 milhões de brasileiros perderam o emprego do início da pandemia.

As únicas ocupações que cresceram foram as “por conta própria”. Ou seja, bico, marretagem, informalidade.

Em abril, informa o Dieese, 60% das negociações coletivas ficaram abaixo do INPC. Em maio: 64% perderam para o INPC acumulado.

A imprensa informa hoje que 17% dos brasileiros passaram fome durante a pandemia. Isso dá mais de 36 milhões de pessoas.

O custo da cesta básica, em 12 meses, aumentou 14,39%.

A Covid-19 já matou mais de 515 mil.

A vacinação está atrasada e seu atraso significa doenças, mortes, sofrimento e despesas.

O governo abandonou os pobres, deixando dezenas de milhões por três meses sem o Auxílio Emergencial. Este, quando voltou, caiu de R$ 600,00 pra R$ 250,00.

Bolsonaro autorizou até 52% de aumento na conta de luz, bandeira vermelha 2.

A compra de vacinas demorou e a agora a CPI revela que está envolvida em negociatas e corrupção.

O botijão de gás custa 10% do salário mínimo.

É isso tudo que devemos colar em Bolsonaro.

O voluntarismo, as palavras de ordem e o abstrato movem os convertidos. Mas o que move o povão é o concreto nu e cru. Junto aos pobres, o Fora Bolsonaro só será forte, e mobilizador, se conseguirmos mostrar que o governo do capitão agride os pobres, desemprega e aumenta o custo de vida.

Jornalista, coordenador da Agência Sindical.
www.facebook.com/joao.franzin.1

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João Franzin
João Franzin
Jornalista e coordenador da Agência Sindical

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