Fórum será criado pra debater segurança nos frigoríficos

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Aferição obrigatória da temperatura é uma das medidas defendidas

Dirigentes das Confederações que representam mais de 1,6 milhão de trabalhadores nas indústrias de alimentação, a Contac-CUT e a CNTA Afins, se reuniram quarta (8) com representantes da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Também participaram membros da CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente), técnicos da saúde e auditores fiscais.

O objetivo foi debater e apresentar deficiências da Portaria 19/2020, publicada em conjunto pelos ministérios da Economia, Saúde e Agricultura. A iniciativa estabelece medidas de segurança para o controle da Covid-19 nos setores de frigoríficos e laticínios.

Sindicalistas afirmam que o documento coloca a vida dos trabalhadores em risco ao dar carta branca para as empresas. Clique aqui e confira.

Sobre o encontro, Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA, faz uma boa avaliação. “Apresentamos nossas preocupações, principalmente com a questão do distanciamento e da quantidade de trabalhadores dentro dos setores. Se a quantidade for mantida, não há como evitar esbarrões”.

Comissão – Artur revela que, diante das preocupações, ficou estabelecida a criação de um Fórum ou Comitê Tripartite, composto por representantes dos trabalhadores, setor patronal e governo. “Temos pressa e os fiscais do trabalho também demonstraram essa preocupação. Mas sabemos que o patronal não têm a mesma disposição”, ele comenta.

Paralelamente à criação da Fórum Tripartite, entidades também farão um trabalho de mobilização a partir dos Estados. A orientação é do procurador do Trabalho de Santa Catarina, Sandro Sardá. Artur revela: “Os Estados têm poder de estabelecer portarias locais”.

Embargo – A proliferação da Covid-19 nos frigoríficos brasileiros agora abala o mercado internacional. Seis plantas de cinco empresas brasileiras tiveram exportações suspensas para a China.

O gigante asiático é um dos principais destinos das vendas externas da proteína animal produzida no Brasil – de janeiro a junho, foram exportadas 365 mil toneladas de carne bovina para a China, movimentação 148% maior do que em 2019. “Esse é o resultado de uma falta de política brasileira. Se não tomarmos as providências necessárias, outro país fazer isso”, argumenta Artur.

Mais – Acesse o site da CNTA Afins.

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