Greve geral contra governo de Netanyahu para Israel

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Acontece nesta segunda (2) greve geral em Israel. Protesto é liderado pela principal central sindical local, a Histadrut. Israel protesta contra o governo de Netanyahu, que, segundo os manifestantes, conduz mal o processo de negociações, a fim de libertar os reféns pelo Hamas.

Empresas, escolas e transportes foram afetados. Alguns voos no Aeroporto Ben Gurion, o principal, foram cancelados, e manifestantes bloquearam estradas pelo país. O governo tenta esvaziar a paralisação, acusada de ter motivações políticas.

Domingo (1º), dezenas de milhares se reuniram em diversas cidades após o anúncio da recuperação dos corpos de seis reféns no dia anterior.  As Forças de Defesa de Israel identificaram os corpos encontrados. Eles faziam parte das 251 pessoas feitas reféns pelo Hamas durante o ataque de 7 de outubro passado.

Os protestos domingo foram em grande parte pacíficos – mas multidões romperam as linhas policiais, bloqueando uma grande rodovia em Tel Aviv.  Os manifestantes marcharam por Tel Aviv, Jerusalém e outras cidades, acusando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de não fazer o suficiente pra um acordo que garanta a libertação dos reféns restantes em um cessar-fogo com o Hamas.

Sindicalista –  Peter Lerner, chefe da divisão internacional da Histadrut, disse à BBC quea greve geral era “necessária”. Disse o sindicalista: “A necessidade de unidade, e não de divisão, em nossa sociedade e as exigências pra restaurar a segurança do povo de Israel e das pessoas deslocadas internamente aqui exigiam uma greve geral”.

Central – A Histadrut foi fundada em 1920. Hoje é tida como braço do sistema. No início, chegou a ser o segundo maior empregador do setor público, com 25% da indústria estatal. Nos anos 80-90 quase todas as indústrias da Histadrut foram privatizadas. O golpe final contra seu poder foi a Lei Nacional de Saúde de 1995, que rompeu os laços entre a “Federação” e o Sistema Nacional de Saúde de Israel. O número de filiados à Histadrut já foi 1,6 milhão, mas tem caído. Árabes filiados 150 mil; hoje, menos de 50 mil.

MAIS – Site da OIT Brasil. Ou International Labour Organization.

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