Líder dos frentistas defende ação constante na base

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Com a derrubada de Dilma, cresceu a onda de ataques ao sindicalismo. Os ataques ganharam força sob Temer e Bolsonaro.

Temer deu base ideológica à sua opção neoliberal, no projeto “Uma ponte para o futuro”, baseado no Estado Mínimo. Marca principal foi a reforma trabalhista. Bolsonaro atacou direto o sindicalismo.

Seu ódio ao mundo do trabalho ficou explícito no primeiro dia de governo, quando cortou custeio e extinguiu a Pasta do Trabalho. A extrema direita dominou a comunicação, com agressões constantes e fake news provocativas; na política, criminalizou o sindicalismo e arrochou salários.

Confusão – Aquela onda confundiu a cabeça do trabalhador e o afastou da entidade. Processo que começa a ser revertido, segundo Eusébio Luis Pinto Neto, que preside o Sindicato dos Frentistas do RJ e a Federação Nacional – Fenepospetro. “Não vejo retorno em massa. Mas termos um governo progressista, que adota boas políticas públicas, aumenta salário mínimo e produz lei por igualdade salarial, ajuda na atuação sindical”, avalia.

A conjuntura, que estimula mais ações sindicais na base, também se reflete no Ministério Público do Trabalho, que passa a ser mais parceiro do trabalhador e suas entidades.

Para Eusébio Neto, tudo isso é positivo. Mas, ele diz, o que ajuda o sindicalismo é presença constante da direção na base, é ouvir a categoria, dando pronto atendimento nos locais de trabalho ou no Sindicato”. E completa: “E o discurso precisa ser coerente. Falar uma coisa, fazer essa mesma coisa”.

Experiente nas negociações coletivas em todo o País, Eusébio considera que a mudança da conjuntura política e a maior presença sindical junto às categorias mexem com patronal. “O patrão, ao ver o Sindicato ativo e presente, percebe que a entidade tem apoio na base. Isso não muda tudo, mas faz o patrão dialogar mais e entender nossa pauta e as razões”.

Eusébio Luis Pinto Netto é um dos vices-presidentes nacionais da Força Sindical e 1º vice da Central no Estado do Rio.

MAIS – Site do Sinpospetro-RJ. Ligue (21) 2233.9926. Site da Fenepospetro. Ligue (11) 3641.1655.

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