Manifestações não costumeiras – João Guilherme Vargas Netto

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Em meu texto da semana passada, ao listar as manifestações não costumeiras dos sindicatos nas comemorações do 1º de, não mencionei as manifestações musicais.
E elas são, hoje, para inúmeros sindicatos, a porta de entrada para os jovens que organizam bandas de rock, de funk ou rodas de samba e, com isso, aproximam-se da rotina sindical.
Das outras manifestações não costumeiras que citei, quero destacar as esportivas. Elas têm longa história na vida sindical, com campeonatos de futebol em que times com trabalhadores de uma dada empresa enfrentavam os colegas de outra.
Hoje em dia, ampliando-se o rol dos esportes e apoiadas pelo sindicato, as equipes esportivas sindicais são também uma porta de entrada para os jovens.
Das manifestações gastronômicas pouco posso falar, pois as que aconteceram fazem parte de verdadeiros rituais coletivos por ocasião do 1º de Maio para os quais os trabalhadores são convidados.
Quanto às manifestações religiosas, elas se inscrevem na religiosidade popular, que é também a dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Embora a ação sindical seja laica, ela sabe valorizar o apoio das iniciativas religiosas que valorizem a prática sindical.

João Guilherme Vargas Netto. Consultor de entidades sindicais de trabalhadores.