Metalúrgicos querem Congresso progressista

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Sábado, 28, aconteceu a posse oficial e festiva na Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo. Empossados 36 diretores. A entidade tem 54 Sindicatos filiados, representando 700 mil trabalhadores. O evento marcou a posição metalúrgica frente a grandes questões nacionais. Os pronunciamentos destacaram os desafios de conquistar jornada de 40 horas semanais; acabar com a escala 6×1; reeleger Lula e também mudar o perfil conservador do Congresso Nacional.

O presidente reeleito é Eliseu Silva Costa. Posse aconteceu no Galpão da Festa da Uva. O Galpão estava lotado, com caravanas dos Sindicatos e também a presença de dirigentes de outras categorias. Eliseu afirma: “A família metalúrgica marcou presença. O evento foi muito bonito, sem um único incidente”.

Prestígio – Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, participou da solenidade. Ele manifestou apoio ao fim da escala 6×1, ressalvando “que um tema desse porte terá que ser debatido por trabalhadores, empresas e governo”.

Votação – O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, pôs em votação o fim da escala 6×1 – aprovação unânime do plenário. Ele também propôs que Geraldo Alckmin continue vice de Lula na eleição de outubro. A aprovação foi unânime e entusiasmada.

Unidade – Segundo o presidente Eliseu, todas as falas destacaram a importância da categoria no cenário nacional e também o papel da Federação na organização, lutas e nas negociações coletivas com o patronato. Para o dirigente, uma das tarefas da Federação será estimular o voto consciente. “Menos patrões e mais trabalhadores no Congresso”, ele sintetiza.

Isenção – Mais que um momento festivo e entrega das carteirinhas aos dirigentes, o evento em Jundiaí fortaleceu o elo direção-base, exaltou a democracia e valorizou conquistas, como o imposto de renda zero pra salários até R$ 5 mil. Essa medida do presidente Lula vigora desde 1º de janeiro.

Alckmin – O próprio vice-presidente valorizou os ganhos graças ao imposto zero. E citou: “Quem recebe R$ 4.867,00 terá ao final de 12 meses um ganho de R$ 3.970,00”. Alckmin também destacou os avanços nas exportações. “Apesar do tarifaço de Donald Trump, as exportações brasileiras cresceram 30%. O acordo Mercosul-Comunidade Europeia estimulará as exportações. No ano passado, o Brasil exportou o equivalente a 340 bilhões de dólares”.

O líder histórico Claudio Magrão, o presidente Eliseu, Miguel Torres, o deputado Vicentinho e outros oradores chamaram atenção para as eleições em outubro. O eleitor decidirá se quer um Congresso alinhado ao povo ou submisso ao capital; um Presidente progressista ou um extremista de direita, que vai atacar a democracia e cortar direitos trabalhistas.

Unidade – Para o presidente Eliseu, “a unidade metalúrgica está fortalecida, é estratégica, mas não basta”. Ele adianta: “Precisamos engajar todas as categorias, alertando o povo que a direita no poder vai atacar a democracia, acabar com os programas sociais e tentará esmagar o movimento sindical, fragmentando nossa força”.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, alinhavou três metas: “Fim da escala 6×1; jornada de 40 horas; e reeleição de Lula pra que o Brasil continue avançando e não sofra as agressões que estão oprimindo o povo argentino”.

MAIS – Site e redes sociais da Federação, Metalúrgicos de Guarulhos e Metalúrgicos de São Paulo.