Categorias rejeitam Plano de Carreira do Metrô

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Trabalhadores do Metrô de São Paulo rejeitaram por ampla maioria o novo Plano de Carreira e Remuneração proposto pela empresa pública. Segunda (9), 82% dos presentes à assembleia votaram pela rejeição coletiva ao novo Plano. Quinta, 12, Engenheiros seguiram a mesma postura: 87% dos votantes decidiram por uma campanha massiva pela não adesão ao PCR.

Segundo Camila Lisboa, presidente do Sindicato dos Metroviários de SP, o Plano é malvisto pelos trabalhadores. “O principal problema é a alteração do nome de cargos e a falta de detalhamento das atribuições. Isso gera precarização e insegurança jurídica. Outra falha é a falta de clareza sobre os critérios de promoção”, afirma.

Privatização – Nestor Tupinambá, diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, aponta outros problemas. “O Plano prevê a possibilidade de, durante greves, o engenheiro ser obrigado a realizar outras funções, como vender bilhetes e fazer a segurança de estações. O Seesp já foi à Justiça várias vezes contra essa ilegalidade. Em suma, não se trata de um plano de desenvolvimento de carreira, mas sim de um plano para preparar uma completa privatização da empresa”, avalia.

Metroviários fazem o mesmo diagnóstico. “Nas linhas privatizadas, já há desmembramento de cargos e falta de clareza sobre as atribuições. A luta do Sindicato contra o Plano de Carreira está incluída nessa batalha maior contra as privatizações”, diz Camila Lisboa.

União – A dirigente metroviária celebra a adesão dos Engenheiros à luta contra o Plano de Carreira. Ela diz: “O Metrô-SP achava que por serem profissionais mais especializados, eles não iriam se opor ao PCR. Ledo engano. A votação expressiva do Seesp foi importante pra enfraquecer o Plano de Carreira”.

Ações – Primeira delas é fortalecer campanha junto à base pra convencer trabalhadores a não aderir individualmente ao novo Plano de Carreira. Junto disso, pressionar o Metrô-SP a reabrir negociação e incluir reivindicações dos trabalhadores no PCR. “Queremos negociar e ser ouvidos. Os empregadores tentaram implementar esse Plano na marra, sem nenhuma discussão com os trabalhadores. Estamos mostrando a eles que isso não vai acontecer”, diz a dirigente metroviária.

O Seesp também espera que o resultado da assembleia gere avanços na negociação com o patronal. “Enviamos diversos ofícios questionando o Metrô-SP sobre pontos específicos, mas eles não nos deram qualquer retorno. Nossa expectativa é que a união com os Metroviários segure o movimento de adesão ao Plano de Carreira e obrigue a empresa a negociar”, afirma Nestor.

Mais – Sites do Seesp e dos Metroviários de São Paulo.

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