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sábado, 17/01/2026

Sindicalistas criticam reforma trabalhista

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O jornal Folha de S. Paulo publicou, dia 13, na sessão Tendências e Debates dois artigos que abordam os resultados da reforma trabalhista de Michel Temer (Lei 13.467/2017). Para o presidente da FecomercioSP, Abram Szajman, os resultados são bons. Mas as Centrais Sindicais criticam – e com razão – a piora nas relações de trabalho.

O representante patronal reafirma a falácia neoliberal de que a reforma atualizou leis e regras, introduziu a mão dupla no âmbito das relações trabalhistas e prestigiou o negociado sobre o legislado.
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De acordo com as Centrais, após quatro anos da promulgação da Lei da reforma trabalhista, o Brasil sofre com baixo crescimento econômico, continua sua política nefasta de retirar direitos da classe trabalhadora e confirma a condição de exportador de matéria-prima.

Um dos pontos que chamam a atenção no movimento sindical é a desindustrialização.
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No artigo, assinado por dirigentes de todas as Centrais Sindicais, eles apresentam dados da ONU que indica: entre 2005 e 2020, o Brasil caiu do 9º para o 14º lugar no ranking de industrialização global.
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De 2015 a 2020, foram 36,6 mil indústrias que deixaram o País, incluindo a Ford e a Mercedes-Benz. “A leitura desses dados revela não apenas o bloqueio de uma cadeia de produtividade, mas sobretudo uma perda expressiva de empregos de qualidade”, diz a Nota.

Diferença – Os sindicalistas lembram que em outros países altamente industrializados, como os Estados Unidos e China, os governos investiram muito dinheiro pra superar a crise da Covid-19 e reforçar o dinamismo econômico, muito diferente do que houve no Brasil após a promulgação da reforma trabalhista.

“Nestes países, a indústria 4.0 já está disseminada. E os empregos caminham para setores mais dinâmicos do serviços, com grande ênfase na tecnologia. Nos EUA, é importante ressaltar, o presidente Joe Biden tem valorizado os Sindicatos como entidades que garantem salários melhores, condições mais dignas de trabalho e assistência para as famílias”, prossegue o artigo das Centrais.

MAIS – Clique aqui e leia o artigo de Abram Szajman. Acesse aqui a Nota das Centrais Sindicais.

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