Não toquem no nosso FGTS

Data:

Compartilhe:

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o governo preparou minutas de Medidas Provisórias (MPs) para reduzir a alíquota de contribuição do FGTS que as empresas recolhem sobre o salário dos trabalhadores, de 8% para 2%, e reduzir a multa paga em caso de demissão sem justa causa, de 40% para 20%.

Se forem para frente, essas medidas deixarão os trabalhadores com valores bem mais baixos do que os atualmente recebidos em caso de demissão. Também segundo o jornal, o governo estuda cortar as alíquotas de contribuições para o Sistema S, mais um golpe nos trabalhadores, que têm nessas entidades, como o Sesc e Senac, por exemplo, locais onde podem se qualificar e ter lazer de qualidade a preços razoáveis.

online pharmacy buy antabuse no prescription pharmacy

Em entrevista, Paulo Guedes negou a possibilidade neste momento, mas disse que essas mudanças chegaram a ser cogitadas juntamente com a “carteira verde amarela” – a Medida Provisória n° 905/2019 que perdeu validade em abril de 2020 e reduzia a alíquota do FGTS, permitia trabalho aos domingos como se fosse dia normal, entre outras maldades.

Entretanto, conforme o site Poder 360, as medidas reveladas pela Folha são estudadas para um possível segundo mandato de Bolsonaro.

Lembramos que o FGTS foi criado em 1966 com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa e surgiu como uma alternativa para a estabilidade decenal extinta em 1988.

online pharmacy buy ventolin no prescription pharmacy

No início de cada mês, as empresas depositam em contas abertas na Caixa Econômica Federal, em nome dos trabalhadores, 8% do salário de cada funcionário. O FGTS é constituído pelo total desses depósitos mensais e os valores pertencem aos empregados. Em caso de demissão ou de algumas exceções previstas em lei, os trabalhadores dispõem dos valores do Fundo e de uma multa que deve ser paga pela empresa e que representa 40% do valor depositado ao longo do tempo no FGTS.

Eventual redução do FGTS não criará mais empregos, vai tirar mais dinheiro do bolso dos trabalhadores e, portanto, da circulação na economia, e vai parar na conta dos empregadores, ou seja, mais um ataque contra a população.

online pharmacy buy temovate no prescription pharmacy

Não admitimos que qualquer governo, este ou o que vier depois, mexam com o nosso FGTS. Ele é uma conquista dos trabalhadores.

Basta de retiradas de direitos disfarçadas de reformas. Isso nada tem de moderno, mas de exploração do povo e de transferência de renda para os mais ricos.

Os Sindicatos, que também têm sido constantemente atacados, são a muralha de defesa dos empregados. Lembramos que direitos que hoje passam despercebidos são fruto do trabalho de décadas dos Sindicatos, como participação nos lucros e resultados, reajuste anual de salários, descanso semanal remunerado, décimo terceiro salário, férias remuneradas e o próprio FGTS.

Clique aqui e leia mais artigos de Walter dos Santos.

Conteúdo Relacionado

Pé no chão e bola na rede – João Guilherme Vargas Netto

Por mais que a torcida afogueada grite, o jogador deve pôr a bola no chão e chutar a gol.Isso se refere especificamente aos dirigentes...

Dois projetos em disputa – Antônio Augusto de Queiroz

À medida que se aproxima o fim do terceiro mandato do presidente Lula (PT), o debate sobre 2026 não pode se limitar à lista...

Trabalho e representação na agenda eleitoral – Murilo Pinheiro

Eleições 2026 devem colocar em debate emprego, remuneração, jornada, proteção social e também o fortalecimento sindical, que é essencial à defesa de direitos, ao...

Não se brinca com a democracia – Marcos Verlaine

O sinal de alerta está ligado depois da investida do ministro André Mendonça contra a Polícia Federal e as relevantes investigações e inquéritos em...

Voto para o Senado e PEC 221 – João Guilherme Vargas Netto

Depois de aprovada em duas votações maciças na Câmara dos Deputados, a PEC 221 vem sofrendo um empoçamento no Senado.Recebida, escolhidos o secretário e...