O imperialismo é uma forma de dominação das nações ricas, armadas e poderosas sobre povos e nações mais frágeis. No passado, o imperialismo tinha um modelo definido: as nações mais ricas dividam o mundo entre si e cada uma delas tinha uma, duas ou mais colônias.
Nas colônias, o povo trabalhava duro, produzia bens e riquezas, mas tudo era drenado para as matrizes. Por exemplo: O Brasil era Colônia de Portugal; o Congo era Colônia da Bélgica; já a França colonizou grande parte da África Ocidental e Central, além de territórios na Ásia.
Na época das Colônias, as nações exploradoras impunham trabalho escravo. No Brasil, o regime de Escravidão durou 354 anos. O senhor de escravo contava seu capital “por cabeça”, como se faz pra contar gado. Muito da riqueza desses países é fruto daquela escravidão.
Mas o imperialismo muda de formas. Hoje, especialmente na Europa, essa exploração é feita em cima dos migrantes. O historiador José Luiz Del Roio calcula que o mundo atual possua 50 milhões de migrantes escravizados. A lógica nesses países é pagar salários humilhantes, negar direitos básicos e mandar a polícia reprimir.
Que outra forma atual demonstra a audácia do imperialismo? A forma mais moderna é a imposição de tarifas pelos Estados Unidos. Donald Trump não quer a livre competição. O que ele quer é atacar as economias e os empregos, por meio da imposição de tarifas. Essa tarifa torna a exportação muito cara, o que inviabiliza nossa indústria e precariza ainda mais o trabalho.
Quando os países ricos não conseguem quebrar as economias das nações mais frágeis eles lançam mão de um velho recurso, que é a guerra. Observe: o mesmo Trump que anunciou cessar-fogo com o Irã voltou a bombardear aquele país. Com Cuba, os Estados Unidos mantêm um embargo econômico que asfixia a economia da pequena ilha que não se ajoelha diante do império.
Durante décadas, os Estados Unidos usaram os filmes de Hollywood pra massificar o chamado “american way of life”, ou seja o padrão cultural e de vida dos norte-americanos brancos (e ricos). Atualmente, os EUA usam as bigtechs (Meta, Amazon, Instagram, Faceboob etc.) pra vender seu estilo de vida e sabotar outras nações.
Lamentavelmente, o trabalhador que madruga pra trabalhar, sofre no trânsito precário e sua a camisa seis dias por semana não tem tempo pra se informar, ter lazer, usufruir de atividades culturais, praticar esportes ou ler um bom livro. Pois é. Faz parte também da ação imperialista manter o povo cansado, esgotado, ganhando pouco e sem esperanças num futuro melhor.
Essa conjuntura é ruim para a política progressista e ao próprio sindicalismo. Mas é nosso papel resistir, denunciar o imperialismo, combater a exploração patronal e jamais perder a esperança em dias melhores.
Sempre alguma coisa pode ser feita, em benefício coletivo. Este ano, teremos eleições em outubro. O povo deve agir com lucidez, sabendo separar o joio do trigo na hora de votar. Pelo amor de Deus: não vamos votar em partidos e políticos contrários ao fim da escala 6×1 e a redução da jornada pra 40 horas semanais!
Eusébio Luis Pinto Neto. Presidente do Sinpospetro-RJ e da Federação Nacional dos Frentistas.









