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terça-feira, 7/04/2026

Para CNTA, declarações de vereador de Caxias do Sul são intoleráveis

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins – CNTA lançou Nota de Repúdio à fala do vereador de Caxias do Sul-RS, Sandro Fantinel, Partido Patriota, na Câmara Muncipal, terça (28), altamente discriminatória contra a população da Bahia.

A manifestação xenofóbica do parlamentar foi direcionada aos 207 trabalhadores, a maioria absoluta de baianos, resgatados de trabalho análogo à escravidão em uma vinícula localizada em Bento Gonçalves, RS.

Nota na íntegra:

A CNTA (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins) vem a público repudiar a fala do vereador de Caxias do Sul-RS, Sandro Fantinel (PATRIOTA), altamente discriminatória contra a população da Bahia. A manifestação do parlamentar ocorreu nesta terça-feira (28), a respeito da ocorrência de trabalho escravo em vinícula de Bento Gonçalves-RS, e que envolveu 207 trabalhadores, sendo a maioria absoluta de baianos.

Fantinel recomendou aos empresários gaúchos que não mais contratem “gente lá de cima”, pois “a única cultura que os baianos têm é viver na praia tocando tambor”. Sugeriu ainda que se “contratem trabalhadores argentinos, estes sim limpos e corretos”. Questionou, por último, se os empresários teriam de “colocar em hotel cinco estrelas” os trabalhadores que contratarem de outras localidades.

O preconceito e a xenofobia do vereador parecem servir para justificar a prática do trabalho escravo. Fantinel se utiliza do mais vil sentimento discriminatório, para sedimentar uma narrativa criminosa que perdoa o insulto da escravidão moderna, estabelecendo o patrão como vítima. Para subverter a responsabilidade dos fatos, alega preguiça entre os trabalhadores escravizados. Busca com isto, respaldo na camada mais torpe do empresariado gaúcho. É tóxico, nocivo, e precisa de resposta da sociedade.

Urge que as autoridades policiais apurem o fato, e que a Câmara Municipal de Caxias do Sul instaure um processo no Conselho de Ética Parlamentar, colocando tais manifestações sob o escrutínio daquela Casa. Devemos lembrar que, no banco dos réus, não está só o vereador xenófobo e defensor do trabalho escravo. Está a reputação da Casa Legislativa e do conjunto de vereadores de Caxias.

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